De: "Fernanda Tomborelli" PARA: Assunto: ..yByTU-c@Tu.. informa: Ativistas Expulsos de Juína - MT Data: segunda-feira, 27 de agosto de 2007 08:37 ---------- Forwarded message ---------- From: Ramon Date: 25/08/2007 16:01 Subject: Ativistas Expulsos de Juína - MT To: Fernanda pois é, venho acompanhando as notícias de perto que chegam daí. tbm querem expulsar ao pessoal da Funai dessa cidade ... Segunda o MP prometeu que ,,,,,, prometem, prometem... o governo federal não liga, não há vontade política de solucionar nada então . O caminho é a denuncia, nacional e internacional Devemos criar essa pressão ao governo federal um abraço ramon *Fernanda * escreveu: Em 24/08/07, Artema Lima escreveu: > Olá pessoas queridas > > Acabo de sair da aldeia Irantxe e chegar em Bransnorte e o clima de tensão > é grande devido ao fato acontecido em Juina na segunda feira. Estamos todos > que trabalhamos na OPAN ameaçados e proibidos de circular na cidade de > Juína. Não temos escritório em Juina, mas sim em Brasnorte e por medidas de > segurança não iremos pernanecer na cidade por um tempo, até que o Ministério > Público tome as devidas providências. Eu estou bem, um pouco assustada, pois > os meus amigos Edison e Juliana estavam com o Gree peace e foram agredidos > moramente, ameaçados e expulsos da cidade como se fossem bandidos!!!!!! > Que terra sem lei é essa? que a polícia local ameaça e aprisiona cidadãos > de bem com o apoio do Prefeito!!!!!! > Volto para a aldeia hoje mesmo e no final de setembro vou a Campo Grande > num seminário dos índios Guarani e depois a Brasília, acho que estarei em > Cuiabá somente no início de outubro. > beijos e saudades > > . > > > ---------- Forwarded message ---------- From: jonia@formad.org.br < jonia@formad.org.br > Date: 23/08/2007 11:34 Subject: Re: [REMTEA] Ativistas expulso de Juína To: remtea@yahoogrupos.com.br A situação na região de Juína há duas décadas segue o mesmo coronelismo, onde impera uma terra sem lei, onde a vontade e ambição de ruralistas, políticos, pessoas da "lei" como delegados e outros, agem inescrupulosamente, sem medir consequencias. Para grande parte desta "ALA" da sociedade juinense há mais de duas décadas, atuam dessa forma, é só lembrarmos o assassinato de Ir. Vicente em 87 que trabalhava com os Enawene Nawê, do qual teve julgamente em 2006 e todos os reus foram inocentados. As ameaças desta semana, foram fortes principalmente aos indigenistas da OPAN que atuam com os Enawene Nawê. É uma roda viva que parece não ter fim e a injustiça vigora... Acompanhem mais detalhes com matérias publicadas: http://arruda.rits.org.br/oeco/servlet/newstorm.ns.presentation.Navig ationServlet? publicationCode=6&pageCode=67&textCode=23725&date=currentDate&content Type=html; http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=295947 http://www.greanpeace.org.br e outros. Abs, Jonia Citando Mari Taiua >: > Graças a Deus a Artema está com os Irantxe, um pouco distante do > olho do furacão > Hoje fui incumbida de fazer uma visita na toca da onça- CENARIUM > RURAL. Inocentemente, mas nem tanto, Cocarzinho Vermelho foi espiar > de perto, espiar de espião (tipo 007) o que os empresarios do > agronegocio estavam debatendo sobre as questoes fundiarias. > Os temas do forum diziam respeito ao que eles chamam de ameça ao > setor produtivo rural: "MST-QUILOMBOLAS-INDÍGENAS > ATÉ QUANDO?" > "Quem é mais produtivo? Quem da mais retorno para economia? coisas > desse tipo... > Diante do que presenciei não me espanta tamanha truculencia em > Juina, mesmo que escrita sejam greenpeaceana. > Travestidos de empresarios pagadores de impostos que sustentam a > economia do país, não pouparam criticas ao MST/QUILOMBOLAS e > INDIGENAS (massa de manobra), aos ambientalistas (que inventaram o > aquecimento global), ao governo (Lula nao sabe de nada), ao MPF e > Justica Federal (enquisidores, submersos em ideologias dos mov. > sociais) > Será que tá todo mundo errado e só eles que estão certos?!!? > Por fim a tendencia é que eles venham como um rolo compressor, > utilizando as armas que tem:capital e influencia politica. > > > > ivan belem < ivan44belem@yahoo.com.br > escreveu: > o coronelismo naum morreu!!!! > PS: serah q Artema estah por lah? > > Michèle Sato < michelesato@gmail.com > escreveu: > o título é bem sacana... li achando ser o contrário... > "Green Peace faz barulho em Juína" seria o mais tradicional... > > mas considerando q eles mesmos escreveram isso, relevo. > na linguagem midiática, afinal, vale tudo se a luta for pelo ecologismo > > será tudo mesmo? > > > > > > On 22/08/07, Fernando Xavier < fernando_cnpt@yahoo.com.br> wrote: Caros, > Para conhecimento. > Abraços. > > > Fazendeiros e políticos expulsam Greenpeace, organizações e > jornalistas de Juína (MT) > > 22 de Agosto de 2007 > Paulo Adario às margens do Rio Juruena com Atainaene escoltado por PMs. > < > http://www.greenpeace.org/brasil/photosvideos/photos/paulo-adario-as- margens-do-rio > > > > Paulo Adario às margens do Rio Juruena com Atainaene escoltado por PMs. > > Juína, Brasil — Greenpeace e Opan pedem investigação contra fazendeiros > e políticos que expulsaram as organizações, além de jornalistas > franceses, de Juína, no Mato Grosso. > O Greenpeace e a organização indigenista Opan (Operação Amazônia Nativa) > pediram hoje ao Ministério Público Federal a apuração dos graves > incidentes ocorridos há dois dias em Juína, no Mato Grosso, que > resultaram na expulsão, por fazendeiros, de um grupo de representantes > da Opan, ativistas do Greenpeace e dois jornalistas franceses. Entre os > ambientalistas estava o coordenador do Greenpeace na Amazônia, Paulo Adario. > > Cópias de duas horas de imagens em vídeo documentando ameaças, ofensas e > o processo de expulsão do grupo foram entregues agora à tarde ao > Procurador Federal da República em Mato Grosso, Mário Lúcio Avelar. Pela > manhã, Adario fez um pronunciamento sobre o assunto durante reunião > especial do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) que se realiza > em Cuiabá, e pediu providências das autoridades estaduais e federais. > Ontem, durante a abertura da reunião, o governador Blairo Maggi anunciou > que irá pedir a presença do Exército para enfrentar a grilagem e > garantir a ordem no noroeste do estado, onde está Juína. O governo do > estado havia sido informado no dia anterior que o Greenpeace, a Opan e > jornalistas estavam praticamente mantidos como reféns num hotel da > cidade, cercados por quase uma centena de fazendeiros. > > "Ao mesmo tempo em que o governo celebra e assume o mérito pela queda > das taxas de desmatamento na Amazônia, o episódio em Juína mostra que > sua presença ou é rala ou ainda está muito longe daqui", disse Paulo > Adário, coordenador da campanha da Amazônia do Greenpeace, que fazia > parte do grupo. "É inaceitável que fazendeiros, com o apoio de > autoridades locais, cerceiem a liberdade que todo cidadão tem de ir e > vir e revoguem a Lei de Imprensa, cassando o direito de jornalistas > exercerem sua profissão com segurança". > > O grupo do Greenpeace, da Opan e os jornalistas franceses foram expulsos > por fazendeiros na segunda-feira pela manhã (20/08), depois de ser > mantido durante toda a noite sob vigilância em um hotel da cidade. O > grupo de nove pessoas estava de passagem por Juína e seguia em direção à > terra indígena Enawene-Nawe. O objetivo da viagem era documentar áreas > recém-desmatadas, além de mostrar a convivência de um povo indígena que > vive de agricultura e pesca com a floresta e seu papel em preservar a > biodiversidade. > > No final da tarde de domingo, fazendeiros abordaram integrantes das duas > organizações no hotel onde estavam hospedados, querendo saber quem eram > e o que estavam fazendo em Juína. A área onde está localizada a terra > indígena está em disputa entre os Enawene Nawe e os fazendeiros e > expressa o conflito da expansão agrícola sobre áreas protegidas e > territórios de povos indígenas. > > Os índios reivindicam a reintegração de parte do território tradicional > que teria ficado de fora da demarcação e que contém uma área de pesca > cerimonial, fundamental nos rituais sagrados dos Enawene. Os > fazendeiros, por sua vez, alegam que a terra é deles e estão dispostos a > lutar para mantê-las. Eles se mostraram muito irritados quando souberam > que jornalistas integravam o grupo que estava no hotel. > > Na manhã seguinte, o local foi cercado por dezenas de fazendeiros e o > presidente da Câmara Municipal, vereador Francisco Pedroso, o Chicão > (DEM), que exigiam esclarecimento sobre os objetivos dos visitantes. O > grupo foi levado à Câmara Municipal, onde uma sessão especial foi > rapidamente organizada. Estavam presentes o prefeito da cidade, Hilton > Campos (PR), o presidente da Câmara, o presidente da OAB, o presidente > da Associação dos Produtores Rurais da região do Rio Preto(Aprurp), > Aderval Bento, vários vereadores e mais de 50 fazendeiros. E também a > polícia. Durante seis horas, os fazendeiros e repetiram que a entrada do > grupo na terra Enawene Nawe não seria permitida e que seria "perigoso" > insistir na viagem. Esmurrando a mesa, o prefeito de Juína, Hilton > Campos, afirmou que não iria permitir a ida do grupo para o Rio Preto, > sendo aplaudido fervorosamente pelos colegas fazendeiros. > > Para evitar maiores conflitos, a viagem foi cancelada. O grupo, então, > se dirigiu ao local de encontro com os Enawene, uma ponte sobre o Rio > Preto, a 60 km de distância, para dar a eles combustível e comida para a > volta. A viagem foi feita sob escolta policial, para garantir a > segurança dos jornalistas, da Opan e do Greenpeace. Mas nem isso evitou > que os fazendeiros, que acompanharam a viagem de ida e volta em 8 oito > caminhonetes lotadas, continuassem intimidando e ameaçando o grupo. O > grupo se refugiou no hotel de onde não pôde sair nem para comer. Uma > viatura da Polícia Militar ficou na área, para impedir qualquer > tentativa de invasão, mas não conseguiu impedir que um fotógrafo fosse > agredido. Os fazendeiros fizeram uma vigília na frente do hotel durante > toda a noite. > > De manhã cedo, 30 caminhonetes lotadas de fazendeiros, com faróis > acessos a buzinando sem parar, insultando e ameaçando o grupo, > escoltaram o grupo, que estava protegido por duas viaturas policiais, > até o aeroporto.Foram advertidos a decolar imediatamente, ou o avião > seria queimado. No momento, todos se encontram em segurança em Cuiabá. > > Copyright 1998-2007 - Greenpeace Brasil - Todos os direitos reservados - > All rights reserved. > > -- > Fernando Francisco Xavier > Ibama - Centro Nacional de Populações Tradicionais e Desenvolvimento > Sustentável - CNPT > Av. dos Jambos, s/nº. Centro. Juína-MT. 78.320-000 > Tel.: (66) 3566-1923 / (65) 9229-5227 > Fax: (66) 3566-5773 > skype: ibamajuinafernando > iba-mail: fernando-francisco.xavier@ibama.gov.br/ cnpt.mt@ibama.gov.br > > > > -- > Michèle Sato ( michelesato@gmail.com ) > > Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, GPEA > Universidade Federal de Mato Grosso, UFMT > Av. Fernando Corrêa da Costa, sn > Coxipó, Cuiabá, MT, BRASIL > CEP: 78060-900 > Tel. 55-65-3615 8443 Fax: 3615 8440 > http://www.ufmt.br/gpea/index.htm