| Aquele amor 'especial' que revoluciona - Chiara Lubich |
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| Por LuaEstrela | |
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A caridade é virtude importantíssima, é tudo. Diz um pensador: "Amar é bom; saber amar é tudo". Sim, saber amar, porque o amor cristão é uma arte e é preciso conhecer esta arte. A verdadeira arte de amar emerge toda do Evangelho. E colocá-la em prática é o primeiro e imprescindível passo a dar para poder desencadear aquela revolução pacífica, mas tão incisiva e radical que tudo transforma. Ela se aplica não somente no plano espiritual, mas também no humano, renovando todas as expressões: cultural, filosófica, política, econômica, da educação, científica, etc. É o segredo daquela revolução que permitiu aos primeiros cristãos invadirem o mundo então conhecido. É preciso que esta arte supere o restrito horizonte do amor, dirigido freqüentemente quase que exclusivamente à família, aos amigos. O amor deve ser dirigido a todos: ao simpático e ao antipático, ao bonito e ao feio, àquele da minha pátria e ao estrangeiro, da minha ou de outra religião, da minha ou de uma outra cultura, amigo, adversário ou mesmo inimigo. É preciso amar a todos como faz o Pai do Céu que manda o sol e a chuva sobre bons e maus. É um amor que nos impele a amar por primeiro, sempre; sem esperar ser amados. Como fez Jesus Cristo, que mesmo quando éramos “maus” e portando não tínhamos a capacidade de amar, deu a própria vida por nós. É um amor que considera o outro como a si mesmo, que vê no outro a si próprio. Dizia Gandhi: "Você e eu somos uma só coisa. Não posso lhe fazer mal sem me ferir". Este amor não é feito somente de palavras ou de sentimentos, é concreto. Exige que nos façamos "um" com os outros, que "se viva", de certo modo, o outro nos seus sofrimentos, nas suas alegrias, nas suas necessidades, para poder entendê-lo e ajudá-lo eficazmente. Esta arte diz que se ame Jesus na pessoa amada. De fato, mesmo se este amor é dirigido àquele homem ou àquela mulher em particular, Cristo considera feito a si todo bem ou mal feito a eles. Cristo disse e repetiu isto, falando da grandiosa cena do Juízo Final: “A mim o fizestes”. “A mim o fizestes” (cf. Mt 25, 40). Esta arte de amar vivida por muitas pessoas traz portanto o amor recíproco: na família, no trabalho, nos grupos, na sociedade; amor recíproco, pérola do Evangelho, mandamento novo de Cristo, que constrói a Unidade. Estas são as características do amor verdadeiro. As exigências que o tornam especial e que colhemos do Evangelho. Extraído do livro “L’arte di amare”, Chiara Lubich – Editora Città Nuova, 2005 (Itália)
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