|
|
|
|||
| Primeira visita | Quem somos | Compartilhando | Boletim | Galeria |
Olhando as nuvens
É possível imaginar a situação das atitudes de início de nosso terceiro milênio como pessoas olhando as núvens e vendo diferentes formas no céu. Tudo são formas de enxergar o mundo e assim escrever as atitudes pessoais e coletivas, e podemos afirmar que todas as visões das núvens, sejam animais ou objetos diversos, têm a sua pertinência e grau de verdade individual e grupal. Cada um ver o que quer olhando as núvens.
Talvez estejamos passando por um momento de ver ainda mais do que estamos vendo e que aquela figura que se mostra no firmamento seja apenas uma das infinitas possibilidades de entendimento da realidade e que podemos chegar à conclusão unânime de que estamos diante de um grande quadro de desenhos que são criados por cada um de nós a cada momento dentro do próprio entendimento da realidade.
Essa visão pode ser ampliada quando colocamos uma moldura e vemos que estamos compartilhando o mesmo cenário com outras criações e que essa moldura nos une. Mais, podemos aprimorar a nossa visão e perspectiva e observar formas que antes, para elas, estávamos cegos mas outros viam, e da mesma forma conjugar figuras diversas e termos uma visão melhor de toda a formação do firmamento.
A moldura é um convite a reconhecermos e respeitarmos a diversidade de nossa existência com os mais diversos tipos de consciências e assim, reconhecendo o todo, combinarmos uma forma de nos permitir viver e deixar livre a manifestação de cada específica vida.
O respeito ao meio ambiente e o sentimento de que estamos todos vendo dentro da mesma moldura são as consequências desse pensamento: refletirmos sobre as florestas, o cimento, os resíduos, os animais e os ciclos naturais. É muito provável que estejamos neste mundo para outro propósito além de fazer parte desse rítmo frenético da era gerada pelo avanço tecnológico, e que um fogão à lenha pode ser uma boa figura do que deixamos de aproveitar nessa vida.
Colocar os pés no chão, olhar as núvens e dizer "amigo, para onde estamos indo dentro de tantas divergências quanto ao que estamos vendo e sentindo?". A melhor resposta é o silêncio natural de cada início de entendimento. "É mesmo, olho agora a moldura e vejo também a sua figura. Agora sim estou sentindo o que você está sentindo". Contato feito, podemos partir para outras visões e despertá-las, mostrando que além dos desenhos temos uma moldura e que por trás da grande moldura temos um singelo criador.
Vemos apenas aspectos da criação a partir de nossa pequenina visão. A grande moldura, a diversidade de sentimentos está esperando ser desvendada, e podemos ir aos poucos reduzindo nosso rítmo mantendo ainda assim a nossa satisfação de viver e a esperança em dias melhores, tendo dentro de nós a convicção de que outras pessoas também querem ser felizes e que estamos num bom momento iniciar o permitir a diversidade essencial à continuidade da vida no planeta.
Claramente estamos necessitando de impulsos e rítmos naturais, já que as paredes nos afastaram dos movimentos espontâneos da vida, do tempo de dormir, do acordar, descançar, e satisfazer nossas necessidades básicas principalmente amar e ser amado, o canto dos pássaros. Quando nossas atividades são executadas pelas mãos do coração, sempre há força e disposição para seguir o curso adiante assim como fazem os rios.
O ato de reconhecer e aceitar a própria visão que se tem das núvens é um grande passo. Além disso estamos diantes do jogo de aceitar que possam existir outras visões de um mesmo contexto, infinitas outras possibilidades, e é exatamente esse o grande salto para percebermos que precisamos co-existir, mesmo que para isso tenhamos de nos adaptar a esse nosso momento, espontâneo como se fosse comer menos sorvete talvez, e assim permitir que seja exibido um grande quadro emoldurado que é a nossa existência em conjunto, uma obra de arte coletiva, natural e feliz. Podemos colorir nossas mãos e pintarmos a existência no planeta.
É bem verdade que exitem pessoas que pensam diferentes de nós e agem de forma diferente da nossa. Algumas delas podem incomodar a nossa existência, mas nem por isso podemos desprezá-las ou eliminá-las. Ao contrário, precisamos tê-las como aliadas à grande figura e que também sejam facilitadoras da manifestação de toda e qualquer tipo de existência, de uma forma que haja cooperação e sinergia: estamos vivendo dentro de um mesmo ambiente, de um mesmo planeta e temos um íntimo desejo de sermos felizes e de deixar nossa marca adiante nas gerações futuras de uma forma a facilitá-las em seu curso natural de alegria dentro do desejo e da criação divina.
Enquando nos damos conta da possibilidade de existirem outras formações nas núvens, nossas percepções vão sendo ampliadas dando oportunidade para avaliarmos as crenças que estão guiando nosso entendimento de mundo, e acordamos lentamente ricos ou pobres, doentes ou saudáveis, tristes ou felizes de acordo com cada história pessoal de vida. A moldura vai se revelando e as oportunidades infinitas de existir começam a se apresentar e percebemos que sempre podemos estar mais perto da perfeição.
saudamos o Deus de Amor que há em você
SunNet