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O Amor nos une

O Amor nos une seja qual for sua religião, cultura, conhecimento, idade, e profissão. Talvez tenha chegado o momento de abrirmos nossos olhos além do que estamos condicionados a enxergar, ver ao nosso lado, as pessoas, a cidade, as ruas e os diversos caminhos que seguimos e os que podemos seguir de agora em diante.

Quem está apenas ocupado em ser feliz sozinho começa a perceber que esta forma de viver está nos limitando e trazendo muitos inconvenientes em termos de segurança e condições de criar nossos filhos dentro de um ambiente saudável.

Precisamos despertar, procurar negociar nossos anseios com os anseios de outras pessoas de forma que possamos assegurar a continuidade da vida neste pequeno e lindo planeta. Sim, a regra deste novo milênio é a negociação e a permissão para a concórdia, para o empate.

É momento de colocar o Amor com elemento de união das pessoas e assim dos povos. Se você acredita na força do Amor, de sua 'ação pela não-ação' já é quase todo o caminho andado. Depois do Amor os passos a seguir são mais tranquilos mesmo que venhamos a ter sobressaltos vez por outra. E quanto exatamente a o que fazer quando nos juntamos em coração, a resposta é que o caminho se faz, vai se descobrindo aos poucos.

O que fazer quando assumimos o Amor como guia existencial? O nada a fazer pois o Amor age dentro dos desejos mais íntimos de nossa alma e assim tudo flui harmoniosamente iniciando ciclos de movimentos harmônicos e sincronizados. O Amor é cuidadoso e observa cada um em suas qualidades e características e age. Se vez por outra rotulamos as pessoas que nos cercam de más, é porque elas tiveram pouca orientação em sua forma de viver e se expressar em grupo, todas elas precisam de uma escola familiar onde os valores indivuduais e coletivos possam ser resignificados de forma absolutamente transformadora.

Quando abrimos nosso coração ao outro compreendemos intimamente quais são as suas motivações, percebemos que o outro deseja sempre, em última análise, a própria felicidade,  o querer ser feliz. Aqui é preciso um salto de consciência para entender que todos também têm esse mesmo desejo e que essa plenitude é atingida quando podemos fazer isso em grupo, com pessoas que estejam ao nosso lado, onde todos lhe o querem bem e você o bem de todos.

É aqui que entram as regras de conduta, a doutrina do Amor, onde o respeito ao conhecimento ancestral toma o maior vulto, pois somos criação de nossos antepassados e eles detinham um conhecimento mais estreito com a natureza do que a nossa geração. Poderemos escrever uma longa lista de padrões de conduta, mas assim cada vez mais estaremos nos afastando do conhecimento e dos ensinamentos do Amor. Precisamos sentir o outro, resignificar algumas de suas crenças e assumí-lo como a nós mesmos assim como pais que sentem no coração o próprio filho.

Querer o bem do outro é ensinar-lhe valores a respeito da vida, do conhecimento cultural, da alegria, da livre expressão, da criação de Deus, da harmonia, dando-lhe ferramentas para ser feliz dentro de sua própria origem cultural, planetária, e  cósmica.

Muitas vezes sentimos faltas de regras claras durante nossa convivência humana, de pessoas em quem confiar, falta de ordem tal como nos traz a natureza com seus ciclos, frutos, seca e cheia, as estações. Os rítmos naturais são como música de extrema harmonia e nos dão a sensação de que estamos pisando em chão firme e que os frutos amadurecerão em seu momento certo, preciso, o que nos traz tranquilidade e paz.

A ordem que a natureza nos dá é a maior referência de que nosso organismo tem e essa ordem precisa ser resgatada nunca pela força física, mas pela expressão do Amor em nosso dia-a-dia. Sim, queridos amigos, podemos ter o Amor como uma referência à ordem natural das coisas: o Amor pulsando ao rítimo da natureza com seus ciclos,  sons e cores diversas como num arco-íris onde todos juntos, cada um com sua individualidade, somos um só.

saudamos o Deus de Amor que há em você

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