Vídeos para o despertar



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Boletim SunNet 2007-12-08 Imprimir E-mail
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SunNet - Boletim
Escrito por Administrator   
"E as flores sempre existirão
para nos mostrar
que é possível florir
Pétalas azuis, pétalas de luz
que capazes de florir
somos todos nós"
(Moacyr Camargo)
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Olá Amigos da lista,
1 É com serenidade que estamos escrevendo para
informar que o Boletim SunNet 20071208 já está
publicado e você pode acessá-lo na página da
SunNet em:
www.sunnet.com.br
2 Continuamos a captar as principais mensagens e
notícias que são colocadas neste grupo e queremos
agradecer a cada participante pela contribuição
direta ou indireta para sermos uma fonte independente
de informação e notícias.
3 Na mensagem deste Boletim iremos comentar sobre as
consequências da corrida pelo lucro que já cegou e
está cegando muita gente fazendo-as esquecer
que o resultado da exclusão social e da falta de
carinho com a natureza chegou tanto aos pobres
quanto aos ricos e estamos todos mergulhados num
clima pouco favorável à confiança comprometendo
o lazer e o turismo, abalando a saúde física e
mental de quem está nas cidades e no campo.
4 Estamos captando mensagens dos seguintes grupos:
calendariomaia, ervatario, ybytucatu, Projeto-Exodus,
voadores, e_solidaria, culturaspopularesBR,
sementesdefraternidade, agroflorestal, portalvioleta,
agrisustentavel, terceirosetorbrasil, setorsocial,
cidade_verde, educacaoparaopensar, ecologizando,
permacultura-br, retrans, casaterra,
institutoanimateiadavida, ipoema, cunhambebe,
confrariadacooperacao, guerreiros-indigos, rebeca,
menteestrategica, e arvore_sagrada.
5 Continuamos o cadastramento de repórteres voluntários
que queiram publicar periodicamente notícias dos
assuntos preferidos tendo o despertar como inspiração.
6 Somos uma revista semanal, livre e gratuita,
atualizada principalmente nos fins de semana e
pretende acompanhar as notícias através da linha do
tempo e trata de assuntos como:
Plantas medicinais
Espiritualidade
Agroecologia
Economia solidária
Cultura popular
Redes alternativas e comunidades
Culturas ancestrais e Calendário Maia
Pensamentos das novas atitudes
Terceiro milênio
Fraternidade e solidariedade
Terceiro setor
Meio ambiente
Cooperação e articulação
Amor
7 Reproduzimos abaixo o texto do Boletim para aqueles que
consideram mais prático. É um texto longo que talvez
solicite um pouco de atençao e tranquilidade.
8 Por favor, se puder envie cópia desta mensagem a
pessoas que possam ter contato com outras que fazem
parte da criação e da produção dos conteúdos da mídia
de massa de forma que elas entendam a gravidade de
colocar o lucro na frente da harmonia social, da
solidariedade e da natureza.
9 Todos podem participar livremente da página enviando
notícias, indicando sites e participando do fórum.
É bom estarmos em sintonia.
Abraços,
Alexandre de Souza Lira
da Equipe SunNet
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Boletim SunNet 20071208
Olá Amigos da SunNet!
Semanas de notícias importantes sobre a democracia que
praticamos na América Latina, mostrando que talvez
seja preciso incentivar a participação da sociedade em
seus destinos e que são muito valiosas as consultas
populares e a articulação dos segmentos sociais já que
estamos todos interligados em rede, de forma a acompanhar
mais de perto e diretamente cada iniciativa a ser tomada
por nossos gestores públicos, orientando-os a implantar
inclusive sistemas simplificados de consulta à população
e aos seus segmentos sobre os mais variados temas, ampliando
o debate, apresentando todos os lados em todos os ângulos
e dimenções das possibilidades a serem escolhidas, como
por exemplo a transposição do rio São Francisco, a
construção das hidroelétricas no rio Madeira, a manutenção
da atividade nuclear de qualquer forma, concessões públicas,
disponibilização de terra e recursos para setores da
economia, todos destaques de notícias em nossa página.
Nos quesitos participação e articulação estamos recebendo
notas muito baixas, vermelhas, e podemos ficar em
recuperação se deixarmos as coisas como estão. A petição
a favor da revitalização do rio São Francisco estava com
seiscentas assinaturas enquanto as empreiteras cujos
integrantes têm dificuldade de entrar em contato com a
consciência desse rio, seduzem os gestores com promessas
de vantagens pessoais que também deixam de perceber as
consequências de seus atos a longo prazo.
Temos poucas vozes ativas se apresentando contra a
transposição e uma delas é a de um frei que se colocou
em jejum por sua revitalização. É uma voz que fala quase
só, e por isso talvez tenha pouca força.
Se parte de nossa sociedade civil, associações, terceiro
setor, centrais sindicais, federações e demais entidades
e organizações abaixassem temporariamente suas bandeiras
e estabelecessem uma agenda mínima consensual e eletrônica
poderiam implantar sistemas de consultas simplificados entre
seus membros e teriam respaldo quando fossem apresentar suas
impressões, sentimentos e propostas à gestão pública, já que
pela via política iremos ficar levantando e abaixando bandeiras
indefinidamente e a sociedade cada vez mais carente,
triste e desiludida tamanha a falta de educação e conhecimento
do que está se passando por aqui que produz violência e
deixa todos acuados, dentro de um corre-corre sem fim,
com falta de segurança e com pouca esperança de que nossos
gestores despertem como por um milagre de uma hora para
outra e deixem de enxergar apenas quatro anos e consigam
compreender o que aconteceu na linha do tempo para que
chegássemos onde chegamos e como podemos orientar nossos
filhos para que eles assumam o timão de uma forma inspirada
em conselhos e consultas, principalmente envovendo nossos
ancestrais e seus conhecimentos sobre o céu e a terra.
TalveZ esteja na hora do movimento pela terra conversar
com o pessoal da agrofloresta, que conversará com o
time da permacultura, este com as entidades ambientais,
e seguindo a rede circular, as minorias, etnias, lugares,
religiões, profissões, organizações e todos os grupos
que quisessem colocar seus representantes em uma mesa
redonda e saíssem de lá com um grupo representativo e
um plano de ação dentro da linha do tempo tendo em vista
ajudar na condução dos destinos das comunidades e assim
do planeta, já que ações locais são a fonte das ações
globais.
Outro tema que surgiu nesse período foi a educação,
mais uma vez demonstrando que essa situação pode
continuar assim se depender de nossas escolas em geral,
pois a ignorância e a carência alimentam algumas
instituições e consciências que, também ignorantes,
acreditam no primeiro eu, em obter vantagem e em
explorar tudo e todos que se apresentem pela frente.
E assim através dos comerciais, das produções de
entretenimento e das notícias espalham esta visão de
mundo como sendo a verdadeira e única possível: a de
que estamos numa guerra eterna uns contra os outros e
que a competição, o individualismo e a ignorência
são a regra geral.
É justamente essa visão que eles transmitem e reproduzem
através de grande parte da mídia de massa, a maioria
dessas criações vinda de povos de passado mergulhados
na guerra, quando na verdade o lugar que habitamos
gerou povos onde a vida era celebração de estar aqui no
planeta tendo a oportunidade de plantar sementes de uma
vida sempre melhor, porque sabemos da finitude da vida
orgânica e que se deixarmos as coisas como estão, assim vai
perdurar no tempo, enquanto que se plantarmos a semente,
quem sabe alguém vai aguá-la, outros vão cuidar para virar
planta, crescer, dar frutos e ser útil no sonho de vermos
crianças sorrindo e brincando livres em campos floridos e
perfumados novamente.
A maioria das produções de entretenimento, dos comerciais
e das notícias ainda ensinam as pessoas a cultivarem a
raiva no coração, a vingança, o uso da força como
solução e resposta aos desafios que se nos apresentam,
quando na verdade são uma boa forma de evitar contato
com os próprios sentimentos e limitam a qualidade da
percepção e compreensão do mundo e seus fenômenos.
Deixar uma criança na frente do vídeo é hoje um ato
de muita confiança porque quem fazem os programas e
quem os patrocinam são pessoas que ainda acreditam no cada
um por si, na competição, no semear a falta de confiança
e a falta de solidariedade em relação aos iguais que
também em fácil entendimento são irmãos.
Nossos filhos aprendem com simples exemplos e podemos
aproveitar essa capacidade criativa para semearmos
formas de viver em harmonia entre os grupos e entre
a natureza com seus reinos animal e vegetal até porque
fazemos parte de tudo isso diretamente já que também somos
seres orgânicos mesmo entre quatro paredes de concreto.
A qualidade do que é apresentado na mídia
-----------------------------------------
Talvez já esteja na hora dos profissionais de saúde
perceberem e alertarem nossos gestores públicos para
o fato de que a programação do entretenimento, notícias,
vídeos e jogos estão contaminando o imaginário coletivo
das pessoas, adultos, crianças e jovens, o que aliado
ao sofrimento social fomenta revolta e a violência.
Estamos assistindo a cada instante a uma enxurrada de
maus exemplos principalmente na mente criativa das
crianças que são alvo fácil na mão das campanhas
publicitárias e das mais sutis mensagens e exemplos
apresentados nos desenhos animados, novelas e filmes.
Em resumo, somos seres de referência e a cada instante
estamos aprendendo a sermos destrutivos em nossas ações
ou a caminhar em direção ao respeito à diversidade
e à solidariedade, e os meios de comunicação de massa
estão nas mãos de pessoas de coração pequeno e fechado
para captar parte da realidade que se mostra e têm pouca
noção do que estão fazendo neste momento histórico do
planeta acreditando que a moeda vai realmente proporcionar
o mundo ilusório que imagina, quando na verdade nosso
alimento provém justamente da natureza, do sentimento de
gratidão e da crença de que alguém realmente nos ama
incondicionalmente da forma que somos e sabemos que
podemos ser ainda melhores.
A mídia nos ensina a derramar a raiva nos outros,
a gritar, a sermos pouco compreensíveis, quando na verdade
quem derrama a raiva está derramando a tristeza de
encontrar a realidade diferente da esperada e podemos evitar
de simplesmente devolver isso, pois se formos pensar com
cuidado vamos concluir que o lixo e os padrões emocionais
negativos em algum momento terão de ser transformados em
algo criativo e podemos desde já fazer a nossa parte
transformando-os em arte e em compreensão, seja na escola,
no trabalho ou na dentro da família.
Isto é, dizem os especialistas em espiritualidade,
podemos deixar que nossa chama divina transforme esse
sofrimento em gratidão por estar aqui neste planeta
assumindo a posição de uma fonte que pode receber e
transmutar sentimentos tristes em criações e atitudes
temperadas pelo Amor tal como os que fazem arte dentro
da cultura popular.
De uma maneira ou de outra estamos escrevendo
coletivamente nosso destino, e é importante escrever que
mesmo que ninguém detenha diretamente poder nas mídias de
massa, já temos muitos canais de comunicação abertos entre
nós, o que nos dá a oportunidade de semear formas de existir
diferentes, de uma maneira mais sutil e em contato com
pessoas e consciências que podem multiplicar idéias e
propostas para que elas cheguem a se manifestar em plano
local e assim no plano global.
Tudo isso porque estamos todos conectados e as atitudes
e pensamentos se reproduzem entre as pessoas e demais
consciências da região, do grupo, das nações, do planeta,
estando perto ou longe já que temos os meios de comunicação
tecnológicos da ciência exata e temos, como dizem esses
especialistas, uma fina malha multidimensional que a tudo
interliga inclusive pessoas, animais, plantas, rios e a
fonte maior.
Alguns podem preferir voltar ao campo
-------------------------------------
Há muita gente triste e se sentindo excluída tanto pela
real falta de acesso aos bens sociais quanto por estarem
sendo levadas a desejar os bens da ilusão que a mídia
tanto propaga e nunca tendo esse acesso causando frustração
quando sabemos que uma vida mais simples, em um ambiente
de confiança e perto da natureza seria o suficiente.
Gente vivendo em lugares sujos, feios, apertados, onde a
desconfiança e visão pequena do individualismo são a
regra, além da falta de atividades produtivas e lúdicas
certamente fatores que alimentam o que estamos vendo pelos
noticiários fomentando a revolta e a violência.
É justamente o atual contexto da confiança encontrada
nas cidades e que talvez a promoção do estabelecimento do
homem, da mulher e da criança no campo através das
tecnologias das ecovilas incluindo aí a permacultura,
agricultura familiar, reflorestamento e economia
solidária seja uma boa proposta a ser apresentada aos
gestores públicos que cada vez mais estão percebendo
que o quanto de presídios construam será o quanto de
pessoas a ocupá-los pois de uma forma ou de outra
grande parte da população está sem liberdade, principalmente
aquela de tirar da terra o seu sustento, com outros
amigos produzir e trocar ou doar o que estiver excedente
dentro da ótica da solidariedade.
A riqueza gerada pelas empresas e pelo estado ainda são
partilhadas entre poucas pessoas quando poderíamos
incentivar a criação de iniciativas produtivas e de
serviço sem patrões nem empregados, mas parceiros e
sócios, mostrando que as soluções solidárias são as
melhores formas de resolver as questões relacionadas à
sobrevivência e ao bem estar das comunidades, tanto
no campo quanto nas cidades.
Muito provavelmente a vida perto do campo seja mais
traquila se tivermos conhecimentos e ferramentas para
lidar com as situações que vão se apresentar, desde
a produção das riquezas, segurança, alimentação, escola,
diversão e produção cultural. A vida mais perto das
árvores e dos animais pode ser mais lenta, tranquila
e de maior qualidade principalmente quanto ao ar
que se respira e aos sons que se ouve.
São estilos de vida diferentes e um gasta mais e o
outro menos energia. Perto do campo podemos ter menos
pressão para consumir, para correr, para sair de um
lado para o outro resolvendo coisas, quase nenhum
engarrafamento, menos tensão social, e como a meta
agora é reduzir as emissões e preservar a natureza
talvez seja uma excelente direção para um bom número
de pessoas que vivem nas cidades como também pode ajudar
as comunidades rurais já existentes em sua organização
e retomada da solidariedade nativa.
Até porque os arquitetos e os urbanistas devem ter alguma
noção da quantidade ideal de  pessoas vivendo e trabalhando
por quilômetro quadrado, assim como deve existir uma
quantidade ótima de árvores, campos e jardins por região
para oferecer um pouco da beleza e da inspiração para
nossos pensamentos e nossas criações.
A realidade virtual e imaginária do vídeo e dos jogos
mesmo sendo produções que simulem florestas multidimensionais
ainda assim ficariam sem a troca de calor e frio, sem o
cheiro, o sabor, a cor e as sensações que só o contato
com direto com a natureza promove.
A maioria de nossos jovens, crianças e adultos hoje em dia
tem pouco contato com organismos puros, com a vida pulsante
que é muito importante na recuperação de nosso rítmo interno
e regulação orgânica o que promove a saúde e o bem estar,
nem que seja um jardim, uma árvore, pássaros voando e cantando,
uma brisa, um rio corrente e limpo, tudo o que sirva de
fonte de inspiração pura e espontênea, diferente do
que aparece nas novelas e no cinema.
Além disso as pessoas precisam de atividades produtivas,
sentirem-se úteis, bem como de atividades lúdicas, pés
no chão, na grama, perto de bosques, campos e jardins,
rios e mares, seja dentro das cidades, seja no campo,
e quase certamente se perguntássemos a cada morador
das favelas se eles trocariam a luta do bem contra o
mal em meio ao fogo cruzado por uma chácara no campo
onde pudesse ter seu roçado de mandioca, escola e uma
atividade produtiva em comunidade ouvindo o silêncio e
o canto dos pássaros eles responderia sim com muita
alegria.
Já tem muita gente falando e escrevendo sobre as ecovilas
sustentáveis e produtivas, seja de cunho espiritual, de
agricultura familiar, permacultura, ou economia solidária.
A proposta é alocar aos poucos grupos de pessoas de
forma organizada em pequenos núcleos que acabem por formar
redes de pequenas cidades onde possa haver a troca e a
partilha de produtos e serviços, devolvendo a terra para
o uso das famílias, provendo infra-estrututa, tecnologia,
treinamento, escola, articuladores e facilitadores de
grupo, tendo em mente a recuperação dos recursos naturais
existentes tais como replantar as cabeceiras dos rios e
riachos e suas margens, promover a educação ambiental
para quem vive na região, e entrar em acordo com a
agroindústria para evitar a poluição e o desmatamento,
patrocinando a conservação.
É certamente uma das ações efetivas a médio prazo para
reduzir consideravelmente a violência urbana.
A terra clama por seus filhos
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Os lugares e as pessoas se atraem. Talvez a vocação
deste nosso lugar seja a da fartura e da solidariedade
e tenhamos entrado nestes últimos séculos dentro de
crenças um tanto limitantes onde os recursos naturais
e os meios de produção ficaram concentrados nas mãos
de poucas pessoas e menos sábias, destruindo assim
a fonte da alegria e da liberdade de seus habitantes
que é a natureza livre e preservada.
É possível que esta terra esteja chamando seus filhos
de volta à casa, aqueles com sangue nativo nas veias
e aqueles com sangue nativo no coração, pois quem
nasceu ou aqui chegou pode ser considerado filho
legítimo da terra, pertencente e responsável por seus
recursos naturais, rios e mares, florestas e das
riquezas patrimônio que é de todos e com todos deve
ser compartilhado e preservado conjuntamente.
As coisas aqui por esta terra eram sempre tidas como
que possuiam consciência, como a do rio São Francisco
mencionada acima, e os nativos desta terra eram tão
crentes nisso ao ponto de ficar com raiva das pedras
quando nelas tropeçavam, considerando que os pássaros,
os animais, os rios, as montanhas, os vales, as núvens,
o céu, as estrelas e suas constelações, tudo possui
consciência para quem mora nesta terra, e é possível
ter alguma forma de contato com essas entidades de
várias formas, cores, cheiros e tamanhos pelo menos
admirando a beleza e a harmonia existente entre elas
sempre respeitando cada coisa e cada ser, preservando
dessa forma a diversidade.
É por isso que interferir de forma incisiva nos sistemas
ecológicos mostra a qualidade das pessoas e consciências
nessa atividade, e são certamente criadores e pertencentes
a visões de mundo diferentes daquela que este local em sí
possui, seja através de seus filhos que aqui estão ou que
já se foram, seja através de sua própria vocação de
liberdade, demostrada através de seus pássaros, animais e
vegetais, toda a sorte de vida e os rios e os mares.
As ações inconsequentes nos sistemas naturais demonstra
a dificuldade com que esses personagens têm de entrar
em contato com os elementos envolvidos, assim como o
diretor de engenharia de uma construtora dificilmente
conseguirá entrar em contato com o rio Madeira para
compreender que aquilo que se planeja fazer por lá é uma
falta de carinho e respeito para com aquele sistema
ecológico que possui consciência, numa atitude diferente
da dos  nativos desta terra que entravam em contato com as
coisas que para eles possuem consciência e mantinham diálogos
e as respeitavam, bem como a todas as demais consciências,
tudo e todos possui consciência e de alguma forma preservam
cada existência por menor que seja ou maior que se apresente.
Os filhos desta terra de sangue e de coração são chamados
a assumirem o seu papel, onde estão, dentro de cada vocação,
procurando ser pessoas melhores, canais de esclarecimento
e compreensão fazendo ver que protegendo a natureza e
deixando os pássaros voltar a cantar perto das janelas a
vida fica melhor, e se ainda puderam multiplicar o
sentimento de solidariedade entre elas, divulgando a
economia solidária, a farmácia viva e a educação para
a libertação, melhor ainda será nossa realidade.
Talvez seja um bom momento para cada cultura revisar suas
práticas já que muitas alimentaram a submissão do outro,
a subserviência, a escravidão e a manutenção da ignorância
nos vários níveis de entendimento. É uma atribuição de cada
grupo fazer a sua auto-avaliação e descobrir onde pode
melhorar, procurar entendimentos e formas de viver em
harmonia entre os demais povos respeitando a diversidade,
as crenças e as culturas regionais e nativas.
E quem sabe esta terra esteja pedindo para seus filhos
abaixarem um pouco as bandeiras, se unirem em ações
coletivas ganhando espaço e poder dentro das decisões
tomadas pelos gestores das cidades, estados e nações
aproveitando a oportunidade desta rede e do despertar
que as alterações climáticas estão patrocinando pelos
quatro cantos do planeta.
A cerveja 'livre'
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Outra notícia em destaque foi o lançamento da 'cerveja
livre' que foi inspirada e transferiu os princípios do
software livre para algo físico, e a cerveja se tornou um
bom exemplo. A Free Beer tem sido comparada ao Linux
(programa gratuito que ativa o computador) como também
está sendo comparada à Wikipedia, uma enciclopédia
colaborativa e gratuita usada pela Internet.
A grande rede de alguma forma ajudou a resgatar atitudes
cooperativas diante dos desafios que se nos apresentam,
semelhante às práticas de nossos antepassados que tinham
a marca da solidariedade e da gratidão sempre em primeiro
plano.
O mundo do software livre e do wiki colabora com o despertar
de outras áreas da atuação humana e agora com toda força na
economia solidária e na economia de comunhão. A área de
informática já se organizou e criou o software livre, e
agora pode ser o momento da área social fazer o mesmo e
se articular para ganhar em qualidade e poder nas tomadas
de decisão quando os interesses públicos estiverem em
questão.

Juntando as brasas
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Muitas entidades e organizações já estão fazendo um bom
papel no patrocínio de uma vida melhor e mais consciente,
e são como brasas. No entanto, se elas se juntarem em torno
das questões de interesse geral e coletivo, se transformam
em chama, e essa articulação pode chegar ao gestores sendo
também uma força e assim como fazem as grandes empresas e
multinacionais teremos poder de influenciar as decisões
em favor da maioria.
A era pós-industrial está aos poucos entrando em contradição
dentro da visão ecológica da vida, impelindo as pessoas a
gastarem energia, a consumirem, a produzirem lixo tanto
material quanto emocional, quando sabemos que a pressão
e a correria podem comprometer a nossa saúde.
É uma questão de reduzir o rítmo, facilitar a ida para o
campo a quem assim desejar, e deixar nossas crianças com
mais vontade de crescer tendo a certeza de que vão
receber sempre acolhimento, ocupação produtiva, lazer
e livre expressão. Tenhamos o sorriso dos pequeninos
sempre como fonte de inspiração para nossas ações.
Talvez fosse bom a gente perceber que Deus nunca vai
julgar essa ou aquela pessoa de boa ou má, isso é uma
questão técnica que envolve considerar quem está gerando
ou transformando lixo material e emocional. O quanto
estamos semeando raiva e ódio com nossos atos e o quanto
estamos concluindo as situações com o tempero do sorriso
feliz e solidário. A ignorância dos atos humanos é
uma questão de escola, seja formal, seja escola de vida
e assim, dentro das negociações e troca de pontos
de vistas poderemos construir um lugar mais florido
e melhor para viver tanto para os jovens, as crianças
e os adultos, incluindo aí os reinos animais, vegetais
e toda a criação.
Que os filhos da terra se utilizem da ciências e dos
conhecimentos ancestrais e voltem para casa onde sempre
foi mais fácil de sermos felizes dentro de uma vida
mais simples, tranquila e confiante, perto dos elementos,
e quem sabe mais acolhedores como ao redor de uma boa
fogueira sob uma noite estrelada.
Conheça agora os destaques da semana:
Notícias:
- 'Cerveja Livre' é lançada oficialmente no Brasil
- Rio Madeira: ambientalistas criticam hidrelétricas
- 13ª Conferência da ONU sobre Mudança Climática
- Agrofloresta: agricultores cultivam na floresta
- Mitos e verdades sobre a alimentação vegetariana
- Jejum pela revitalização do Rio São Francisco
- A história de Krishna
- O Seu Próprio e Perfeito Remédio
- Sociedade em rede: caminhos da revolução digital
- 8 de dezembro, dia de protesto contra desperdício de energia
- Descentralizaçã o Econômica e Unidades Socioeconômicas
- "O império do dólar está ruindo"
- O que é "Agricultura Intuitiva"?
- Soluções práticas e ecológicas para o dia-a-dia
Páginas:
- Despertar do Parto
- Ordem dos Cavaleiros Templários
- Rodas da Lua
- Grupo Espiritualista Francisco de Assis
- DespertarJa
- Agrofloresta.net
- Centro de Ecologia Médica Florescer na Mata
- Lixo.com.br
Vídeos:
- Vamos fazer um Natal com paz, sem comer o presépio!
- O Meatrix
- Tu andas depressa demais. Vive mais devagar!
- Sri Ramakrishna Paramahamsa
Eventos:
- Grito dos Manguezais contra o Aquecimento Global
- Instituto Arca Verde – Programa de Voluntariado de Verão 2007
- 4º Carnaval com Xamanismo e Renascimento
- Curso Teórico e Prático em Agroecologia  
- Fim de ano na Arca com vivência de Yurt  
- Curso de Design em Permacultura – PDC
- Ecologia Doméstica - Atitudes Cotidianas Sustentáveis na sua Casa
Somos a SunNet e o Amor nos une!
http://www.sunnet.com.br/
Abraços e uma semana acolhedora.
Equipe SunNet
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PS1: Sinta-se à vontade para partilhar o Boletim SunNet
entre pessoas que estejam em sintonia com o despertar.
A SunNet simplesmente aponta para redes ressonantes com o
sentimento de respeito à diversidade.
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Hora do recreio:
Matemática Avançada
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Se um pedaço de queijo suíço tem muitos buracos, logo
quanto mais queijo, mais buracos. Se cada buraco ocupa
o lugar do queijo, logo quanto mais buracos, menos queijo.
Se quanto mais queijo, mais buracos e quanto mais buracos,
menos queijo. Logo, quanto mais queijo, menos queijo!
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Poesia:
Louis Armstrong
de Moacyr Camargo
www.musicexpress.com.br/mcamargo
Eu acredito que o mundo será
bem melhor do que é
se enchermos as almas e flores
e floridos sermos só aroma
sem os espinhos que tanto nos feriram
como as flores nos campos, também florimos
sábios, fortes brilhando bondade
livres, leves como flores voam alto
como jamais viveu-se um tempo
que florido mundo, será um novo tempo
conhecemos a ciência, as estrelas
como mais tendo amor em nós
alguém viu tanta beleza em nós
quanto mais floridos beleza em nós
Nossas crianças, botões nos jardins
nossos jovens saudáveis
sem matarem nem morrerem
encanto e doçura, aroma e candura
florindo com quem mais floriu
de tão leves quereremos voar
por caminhos floridos
que construimos no mundo
e as flores sempre existirão
para nos mostrar
que é possível florir
Pétalas azuis, pétalas de luz
que capazes de florir
somos todos nós
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paz diversidade gratidão simplicidade gentileza liberdade perdão
beleza esperança fartura amor solidariedade criatividade natureza
 
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