Vídeos para o despertar



Get the Flash Player to see this player.

Participação



Urbanização, globalização e consequências sociais e ambientais Imprimir E-mail
Avaliação do Usuário: / 77
PiorMelhor 
Notícias - Ponto de vista
Escrito por LuaEstrela   

Urbanização, globalização e consequências sociais e ambientais

Por Luiz A. V. Spinola

Ao longo da história, a urbanização ocorreu de forma crescente. Lugarejos se transformaram em pequenas cidades; cidades pequenas em médias e grandes cidades, e estas em megalópoles.

Este processo deu-se diferentemente nos vários continentes e países. Logicamente, os países que se desenvolveram primeiramente também foram pioneiros em ostentarem grandes cidades e megalópoles. Outras regiões do mundo, e outros países, seguem atualmente este mesmo processo, movidos por um impulso irresistível de crescimento a todo custo.

A história da humanidade mostra que as cidades formaram-se para facilitarem o comércio e, atualmente, grande parte das indústrias. Além disso, são grandes centros de convivência humana, de serviços e administrações. Estas características da forma estrutural da convivência humana - a cidade - inelutavelmente requerem a apropriação de grandes espaços geográficos, diretos e indiretos.

A concentração urbana, representada por um modelo de formação e crescimento de cidades sem planejamento, muito contribuiu para o aumento dos problemas sociais hoje observados nas grandes cidades.

Desníveis extremos entre ricos e pobres, favelas, cortiços, delinqüência e criminalidade são algumas conseqüências sociais negativas advindas das densificações urbanas; das injustiças sociais inerentes ao ser humano; da falta de uma política governamental que se preocupe verdadeiramente com a distribuição da renda, com a saúde e a educação; e da desordenada atuação das instituições religiosas e filosóficas em transmitir conceitos comportamentais adequados à harmoniosa convivência social.

Estas conseqüências negativas se fazem presentes há muitos anos e as tendências de crescimento apontam para sua maior intensificação. Portanto, só existe um caminho capaz de impedir a derrocada da civilização : *a imprescindível e urgente descentralização das aglomerações humanas*. Concomitantemente, as formas de produção também terão de ser descentralizadas. Novos princípios e valores precisam ser disseminados de maneira a inculcar nas pessoas, especialmente nas populações das cidades, a premente necessidade de mudarem seus costumes e estilos de vida. *São muitos os costumes a serem mudados, porém um deles se destaca : o consumo de alimentos deve transitar, prioritariamente, para aqueles produzidos por árvores, arbustos e plantas permanentes.* Políticas públicas devem priorizar e facilitar a volta do homem ao campo. Tecnologias devem focar a geração de meios que possibilitem a produção descentralizada e ecológica, livre das extensas monoculturas. Famílias e grupos sociais devem ser apoiados e estimulados à auto-produção. *Descentralização e auto-suficiência são as palavras-chave para viabilizarem um futuro harmonioso na convivência das sociedades humanas com o meio ambiente e a vida no planeta terra.

Luiz Antonio V. Spinola, março/2008

-

Direitos Autorais Reservados. Permitida a reprodução somente em sites ou outros meios de comunicação sem fins lucrativos, pessoais ou
corporativos, *desde que o texto seja acompanhado destes adendos.* Para sites que visam lucro, direta ou indiretamente, ou outros meios de comunicação, entrar em contato
com o autor luizavspinola Arrouba gmail.com

UMA CAMPANHA DE ARRECADAÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES SERÁ IMPLEMENTADA PARA SUBSIDIAR A OFICIALIZAÇÃO DA "ASSOCIAÇÃO INFOERA DE LEITORES E ESCRITORES PARA UM MUNDO MELHOR" E PARA VIABILIZAR A CONCRETIZAÇÃO DE FUTUROS PROJETOS AMBIENTAIS, SOCIAIS E CULTURAIS.

 

 
Banner