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Notícias - Ecoturismo
Escrito por LuaEstrela   
O Grande Lance é o Turismo Terapêutico

 

Uma Nova Onda de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável e de Alta Qualidade para o Meio Rural e Ambiental

 

Instituto Anima de Cultura e Desenvolvimento Sustentável

 

 

 

Mauro Schorr – (Orua)

Coordenação do Instituto Anima

 

Belo Site Provisório: http://site.pop.com.br/institutoanima 

Em Formação: Novo Site: www.institutoanima.org

Florianópolis – SC – Dez – 2004

 

 “O Desafio mesmo, o salto, o pulo do tigre no vácuo da luz sobre a lama e o abismo é fazer acontecer a viabilidade econômica da agroecologia e da permacultura, e uni-las ao turismo ambiental responsável e terapêutico, e ao tratamento de saúde integral baseado na medicina natural e espiritual, novas ecovilas e hotéis e eco-pousadas rurais podem surgir para espelhar e incandescer esta lição viva do novo milênio”(Orua)

 

Uma tribo africana faz da lembrança e da afirmação do lado positivo e bom a melhor forma para inibir a delinqüência

 

A tribo Babemba, do sul da África, tem uma estrutura social com um código surpreendente para a conduta delituosa. O fato de viver de um modo comunitário torna desnecessária a "mão forte", a repressão dura. Um visitante ficou comovido profundamente pelo modo tribal de manejar condutas anti-sociais e delituosas que são, na verdade, pouco freqüentes.

 

Quando uma pessoa atua de uma maneira injusta, ou irresponsável, ela é deixada no centro da aldeia, sozinha. O trabalho é interrompido para que todos possam se reunir ao redor do acusado. Então, cada um, de todas as idades, começa a lhe falar em voz alta. Um de cada vez, em público, vai dizendo as coisas boas que o acusado fez ao longo de sua vida. Cada experiência, cada incidente que possa ser recordado, é narrado com precisão e nos mínimos detalhes. Todos os atributos positivos, boas ações, valentias e amabilidades são recitadas extensamente e de forma muito amável. Não é permitido inventar, exagerar ou dramatizar esses aspectos positivos, mas dizê-los com sinceridade.

 

A cerimônia termina depois que todos fizeram os comentários positivos. Ao final, se desfaz o círculo tribal e começa uma celebração festiva, e ao infrator é dada as boas-vindas simbólicas e literais pelo seu regresso à tribo.

 

(Boletim do Friends of Peace Pilgrim – 1998)

 

Introdução: Visualizar somente ou penetrar na visibilidade: grande recado para os Turismólogos

 

 “As marcas deixadas pela sociedade são passíveis de leitura. Por isso, ler a paisagem é ler as expressões deixadas por uma determinada cultura no espaço. Para isso se faz necessário um conhecimento da linguagem empregada, ou seja, compreender os símbolos e o seu significado nesta cultura” (COSGROVE, 1998b:105).

 

“Em grande parte das vezes, a ação humana sobre o espaço se dá sem a preocupação com a paisagem que resultará. Outras vezes, sua ação é deliberada no sentido de criar paisagens carregadas de significados. Neste sentido, independente do tipo de ação (se deliberada ou não), a paisagem é marca da sociedade que a transformou” (TROLL, 1997: 3).

 

“Visualidade corresponde ao registro de um dado físico e referencial e a visibilidade estaria mais num plano da semiótica, partiria de uma reflexão visual para gerar um processo perceptivo complexo, claramente marcado como experiência geradora de um conhecimento contínuo, individual e social” (op. Cit.: 74; apud: Jameson, 1994).

 

Estamos evoluindo de um “capitalismo industrial para um capitalismo de serviços”(TRIGO, 1998, p. 44)

 

Importância do Turismo no Mundo:

 

OMT: 2003 – U$ - 6.7 bilhões de investimento em 2001, tendência para chegar a 10 bi/ano no final de  2005, corresponde a  6 % do PIB mundial e possui 700 milhões de clientes envolvidos. Estimam em 1.6 bi de pessoas girando o mundo em 2020.

 

Bahia: 1999 – U$ - 850 milhões com um impacto de 1.6 bi de dólares no PIB Estadual, com 68 mil empregos diretos e 303 mil indiretos (SAAB & DAEMON, 2001)

 

Ditado popular: “ A vida não é só trabalho, a vida é preciso saber vivê-la”

 

Conceitos e Tipos de Turismo:

 

De acordo com a EMBRATUR (2002), é gerado pelo deslocamento voluntário e temporário de pessoas para fora dos limites da área ou região em que têm residência fixa, por qualquer motivo, excetuando-se o de exercer alguma atividade remunerada no local que visita.

 

"Deve ocorrer de forma consciente que venha preservar a integridade social, cultural e ambiental do destino turístico, proporcionando um crescimento econômico sadio, contínuo e sustentável, capaz de satisfazer eqüitativamente as necessidades e aspirações das gerações presentes e futuras.

(Código Mundial de Ética do turismo)."

Tipos: Agroturismo, ecoturismo, turismo de interior, turismo no espaço rural, de aventura, radical, aquático, alternativo, endógeno, verde, campestre, saúde, agroecoturismo, ecoagroturismo, espeleologia, canoagem ou rafting, entre outros

 

* Turismo terapêutico: há poucas iniciativas, último e mais recente estágio do moderno e necessário turismo

 

“Essa profusão de entendimentos deve-se, em grande parte, à ausência de ações capazes de ordenar, incentivar e oficializar o turismo rural como um segmento turístico, fazendo com que a vasta diversidade cultural e geográfica do País, ao invés de caracterizar e identificar cada lugar, tenda à sua descaracterização”

 

Turismo no Espaço Rural ou em Àreas Rurais:são todas as atividades praticadas no meio não urbano, que consiste de atividades de lazer no meio rural em várias modalidades definidas com base na oferta: turismo rural, agroturismo, turismo ecológico ou ecoturismo, turismo de aventura, turismo de negócios, turismo de saúde, turismo cultural, turismo esportivo, atividades estas que se complementam ou não”. (GRAZIANO DA SILVA et al., 1998:14)

 

Turismo Rural, outro conceito: “o conjunto de atividades turísticas desenvolvidas no meio rural, comprometido com a produção agropecuária, agregando valor a produtos e serviços, resgatando e promovendo o patrimônio cultural e natural da comunidade”.

 

Agroturismo:  compreende as “atividades internas à propriedade, que geram ocupações complementares às atividades agrícolas, as quais continuam a fazer parte do cotidiano da propriedade, em menor ou maior intensidade. Devem ser entendidas como parte de um processo de agregação de serviços e bens não-materiais existentes nas propriedades rurais (paisagem, ar puro, etc) a partir do “tempo livre” das famílias agrícolas, com eventuais contratações de mão-de-obra externa.”. (GRAZIANO DA SILVA et al., 1998:14)

 

A ONU designou o Ano de 2002 como o Ano Internacional do Ecoturismo. Para a preparação e coordenação dos eventos programados assumiram a OMT e a UNEP – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente

 

Turismo Sustentável: pela OMT em 1995 é “aquele ecologicamente suportável em longo prazo, economicamente viável, assim como ética e economicamente eqüitativo para as comunidades locais” (...)

 

          Outras Características do Turismo Rural:

 

Meio Rural: A concepção de meio rural aqui adotada baseia-se na noção de território, com ênfase no critério da destinação e na valorização da ruralidade. Assim, considera-se território um espaço físico, geograficamente definido, geralmente contínuo, compreendendo cidades e campos, caracterizado por critérios multidimensionais, como ambiente, economia, sociedade, cultura, política e instituições, e uma população com grupos sociais relativamente distintos, que se relacionam interna e externamente por meio de processos específicos, onde se pode distinguir um ou mais elementos que indicam identidade e coesão social, cultural e territorial.

Comprometido com a produção agropecuária: É a existência da ruralidade, de um vínculo com as coisas da terra. Desta forma, mesmo que as práticas eminentemente agrícolas não estejam presentes em escala comercial, o comprometimento com a produção agropecuária pode ser representado pelas práticas sociais e de trabalho, pelo ambiente, pelos costumes e tradições, pelos aspectos arquitetônicos, pelo artesanato, pelo modo de vida considerados típicos de cada população rural.

 

Agregando valor a produtos e serviços: A prestação de serviços relacionados à hospitalidade em ambiente rural faz com que as características rurais passem a ser entendidas de outra forma que não apenas focadas na produção primária de alimentos. Assim, práticas comuns à vida campesina, como manejo de criações, manifestações culturais e a própria paisagem passam a ser consideradas importantes componentes do produto turístico rural e, conseqüentemente, valorizadas e valoradas por isso.

A agregação de valor também faz-se presente pela possibilidade de verticalização da produção em pequena escala, ou seja, beneficiamento de produtos in natura, transformando-os para que possam ser oferecidos ao turista, sob a forma de conservas, produtos lácteos, refeições e outros.

Resgatando e promovendo o patrimônio cultural e natural: O Turismo Rural, além do comprometimento com as atividades agropecuárias, caracteriza-se pela valorização do patrimônio cultural e natural como elementos da oferta turística no meio rural. Assim, os empreendedores, na definição de seus produtos de Turismo Rural, devem contemplar com a maior autenticidade possível os fatores culturais, por meio do resgate das manifestações e práticas regionais (como o folclore, os trabalhos manuais, os “causos”, a gastronomia), e primar pela conservação do ambiente natural.

 

Média Ideal para Atendimentos: 40 pessoas per noite, e até 300 para day use ou atendimento diário sem dormir-se no local.

 

Fases do Turismo:

 

-        Descoberta do meio ambiente e sua exploração;

-        Segundo momento: a proteção era algo desnecessário, enfatizando o consumo e desfrute sem limites – Década de 1930 na África e Sul América;

-        Tendo em seguida uma modificação e degradação rápida do meio ambiente através do turismo de massa, onde ocorreu um domínio brutal do turismo sobre a natureza – Década de 70 e 80.

-        A quarta fase foi a de reparação e renovação do turismo através da revalorização do meio ambiente tendo como norte o conceito de Desenvolvimento Sustentável e posteriormente o ecoturismo – Década de 90 – 2000.

Benefícios do Turismo:

 

• Diversificação da economia regional, pelo estabelecimento de micro e pequenos negócios;

• Melhoria das condições de vida das famílias rurais;

• Interiorização do turismo;

• Difusão de conhecimentos e técnicas das ciências agrárias;

• Diversificação da oferta turística;

• Diminuição do êxodo rural;

• Promoção de intercâmbio cultural;

• Conservação dos recursos naturais;

• Reencontro dos cidadãos com suas origens rurais e com a natureza;

• Geração de novas oportunidades de trabalho;

• Melhoramento da infra-estrutura de transporte, comunicação, saneamento;

• Criação de receitas alternativas que valorizam as atividades rurais;

• Maior chance de intercâmbio e evolução cultural entre diferentes realidades sociais.

 

Conceitos Ambientais e Turismo:

 

Unidades de Conservação: Primeiras foram estabelecidas no século XVI e "concretizadas" em 1872, com a criação do primeiro parque nacional, o Yellowstone National Park.

 

No Brasil, a primeira iniciativa de criação de uma área protegida ocorreu em 1876, como sugestão do Engenheiro André Rebouças de se criar dois parques nacionais: um em Sete Quedas e outro na Ilha do Bananal -TO. No entanto foi uma iniciativa mal sucedida, e o primeiro parque nacional brasileiro vem existir somente em 1937, o Parque Nacional do Itatiaia, no Rio de Janeiro.
Após incentivos de proteção das áreas naturais brasileiras importantes leis são criadas, e no ano de 2002 é publicado o Sistema Nacional de Unidades de Conservação do Brasil – SNUC.

 

Em Julho de 1961, pretendendo proteger as belezas naturais e a derradeira reserva de quartzo da região, Juscelino Kubitschek funda o PN da Chapada dos Veadeiros (PNCV), primeiramente chamado de PN do Tocantins com 650 mil hectares. Atualmente, devido à pressão de proprietários rurais, o Parque teve sua área reduzida a 65 mil hectares.

 

Sistema Nacional de Unidades de Conservação  SNUC:

 

as atividades educativas, recreativas e de interpretação ambiental, devem ser promovidas pelas unidades de conservação de acordo com os propósitos de cada categoria de manejo:

 

Categoria de Manejo

Tipos de Visitação permitidos

Estação Ecológica

Objetivo educacional

Reserva Biológica

Objetivo educacional

Parque Nacional

Educação, interpretação ambiental e recreação em contato com a natureza

Monumento Natural

Condicionado ao plano de manejo, às normas do órgão gestor e regulamento

Refúgio da Vida Silvestre

Condicionado ao plano de manejo, às normas do órgão gestor e regulamento

Área de Proteção Ambiental

Nas áreas de domínio público, são definidas pelo órgão gestor

Floresta Nacional

Condicionado ao plano de manejo, às normas do órgão gestor e regulamento

Reserva Extrativista

Compatível com os interesses locais e de acordo com o disposto no plano de manejo

Reserva de Fauna

Condicionado ao plano de manejo, às normas do órgão gestor

Reserva de Desenvolvimento Sustentável

Compatível com os interesses locais e de acordo com o disposto no plano de manejo

Reserva Particular do Patrimônio Natural

Objetivo turístico, recreativo e educacional

Dentre as categorias de unidades de conservação, os parques nacionais são a única categoria que conta com regulamentação específica. O Regulamento dos Parques Nacionais Brasileiros – Decreto nº 84.017, de 21 de setembro de 1979, estabelece normas quanto aos aspectos físicos (zonas), intensidade, formas e ações associadas à visitação. Nos Parques Nacionais (Parnas) é permitida a visitação pública. Como previsto no Cap.III do SNUC de 2002 (Ministério do Meio Ambiente), os Parnas possuem como objetivo básico a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico.

O SNUC é constituído pelo conjunto das unidades de conservação federal, estadual e municipal com objetivos de preservação, conservação e recuperação de ambientes naturais.  Ele divide as Ucs em duas categorias:

Unidade de Proteção Integral: têm o objetivo de preservar a natureza, sendo admitido apenas uso indireto de seus recursos naturais;

Unidades de Uso Sustentável: objetivo de compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável de parcela de seus recursos.

Nosso objeto de estudo os Parques Nacionais (PNs), pertence ao grupo de Ucs de proteção integral e destinam-se a preservação e conservação de ambientes de grande relevância, para fins científicos, educativos, estéticos ou recreativos.

De acordo com o Ibama as áreas protegidas na categoria de PNs no Brasil totalizam 52 unidades, destas 38 unidades estão abertas a visitação e 14 permanecem fechadas ao público

O que é Visitação:  são as atividades educativas, recreativas e de interpretação ambiental, realizadas em contato com a natureza, de acordo com o especificado nos planos de manejo das unidades de conservação. Seu principal objetivo é propiciar ao visitante a oportunidade de conhecer, de forma lúdica, os atributos e valores ambientais protegidos pela unidade.

Conselhos para a Visitação:

I – Capacitar os Guias: que devem estar treinados para oferecer aos visitantes informações relevantes sobre como proceder em ambientes naturais;

II – Ter Centros de Visitantes: que podem reunir informações (audiovisuais, escritas, orais) sobre formas de conduta adequadas ao ambiente das unidades;

Para o IBAMA (1999), os centros de visitantes podem ser implantados de forma sofisticada ou de maneira muito simples, o importante é que deve ser um local em que o visitante sinta grande satisfação em utilizar seus serviços, para isso o ambiente deve ser planejado em função de diversos fatores como iluminação, adaptações para portadores de deficiência física, sinalização interna, paisagismo, entre outras.

III – Oferecer Folhetos, Cartilhas:  e outros materiais impressos de cunho educativo; e elementos da sinalização, para indicar e estimular comportamentos desejáveis;

IV – Obter uma maior valorização de uma Cultura Ecológica e Terapêutica: que traga harmonização e preparação do visitante para seu contato com a natureza.

 

Dicas Valiosas de Ética Ambiental

As orientações a seguir baseiam-se em princípios desenvolvidos pela Escola Nacional de Liderança ao Ar Livre, dos Estados Unidos e poderão ser úteis na formulação de materiais de apoio à ação educativa nas unidades de conservação. Certamente poderão gerar técnicas adaptadas às diferentes Unidades, considerando características ambientais e tipos de usos permitidos.

 Planejamento e preparação:

Os interessados em visitar a Unidade devem ser estimulados a contatar,
antes de sua viagem, os responsáveis pela sua família e pelo parque ou a área natural escolhida. Desta forma, entrarão em contato com as regulamentações específicas da área, assim como terão acesso a conselhos práticos sobre como proceder. Informações úteis sobre roupas, equipamentos e alimentos mais adequados, por exemplo, podem propiciar uma visita que leve em consideração impactos mínimos, assim como a segurança dos visitantes.

Divulgando a área e o que se pode esperar dela: Em algumas áreas públicas não se permite acampar fora de locais pré-definidos. Mesmo naquelas trilhas e áreas mais primitivas onde é possível visitação, é preciso estabelecer o nível de impacto tolerado. É importante que os guias e funcionários da Unidade estejam preparados para informar aos usuários o que esperar das populações tradicionais, das dificuldades com o terreno, das condições das trilhas e do clima, bem como regulamentações a respeito da vida silvestre.

Dê preferência a grupos pequenos: O impacto poderá ser mínimo e mais facilmente supervisionado por guias se o grupo for menor. Os melhores grupos têm de quatro a seis integrantes e um máximo de 10 a 12 pessoas por viagem. Conhecendo as regulamentações da área natural no que diz respeito ao número máximo de pessoas por grupo, os visitantes já terão planejado este item antes da chegada à Unidade. Mesmo os grupos maiores podem reduzir o impacto, dividindo-se em grupos menores que optem por diferentes rotas, por exemplo. O grupo grande pode estabelecer locais de acampamento que acomodem todas as pessoas e manter um baixo nível de ruído e visibilidade.

Estimule o uso de equipamento apropriado: Forneça aos usuários da Unidade informações sobre equipamentos mais adequados para minimizar impactos. Fogareiros portáteis, por exemplo, evitam o uso de fogueiras. Uma pequena pá de jardim é praticamente indispensável para cavar os chamados "buracos de gato" e enterrar dejetos humanos. Roupas e barracas muito coloridas são atraentes nas vitrines das lojas, mas causam impacto visual a outros visitantes. Roupas e equipamentos em tons terra são menos visíveis e mais aconselháveis. No entanto, jamais estimule o uso de roupas camufladas; em caso de resgate, este traje pode ser a diferença entre localizar a vítima ou perdê-la. Binóculos, câmaras e lentes para observações e fotografias a distâncias significativas da fauna também são recomendáveis, assim como o uso de botas de borracha, que permitam andar em trechos alagados da trilhas, evitando, assim, o alargamento das mesmas. Contatos com centros de excurcionismo são interessantes, pois nestes locais se pode coletar muitas informações válidas para visitantes.

Aconselhe a reempacotar alimentos: Nas informações que prestar aos visitantes, atente para a importância de acondicionarem adequadamente os alimentos que trarão para a Unidade. Os conteúdos de caixas, garrafas e latas devem ser colocados dentro de potes reutilizáveis, biodegradáveis ou em sacos plásticos. Além de economizarem espaço na bagagem, reduzirão peso e, principalmente, a possibilidade de gerar lixo nos acampamentos.

Considerações especiais sobre animais silvestres: Os guias e funcionários das Unidades devem estar preparados para fornecer informações mais precisas sobre animais silvestres, peçonhentos ou não. É necessário garantir a segurança de ambos, visitantes e animais. Animais silvestres podem ser perigosos, se provocados. Assim como o contato com humanos pode provocar graves impactos sobre a fauna.

Estimule acampamentos em superfícies resistentes: Práticas de mínimo impacto diferem grandemente para áreas primitivas ou de uso intensivo. Uma das mais importantes práticas é restringir o acampamento a lugares resistentes ao impacto, como trilhas e locais próprios para acampamento, comuns em Unidades bastante visitadas. As áreas mais duráveis incluem rochas, areias, espécies de plantas resistentes e gramíneas.

Em áreas populares, uso concentrado: Locais destinados a camping, assim como trilhas, não possuem cobertura vegetal. Restringir-se ao uso desses espaços garante a preservação natural das áreas ao redor.

Estimule o uso de trilhas: Desta forma, minimizam-se os danos causados ao solo e à vida selvagem. Andar fora da trilha, para evitar rochas ou lama, contribui para formar trilhas múltiplas. Atalhos normalmente economizam pouco tempo e causam grandes estragos. Os guias poderão orientar os visitantes e excurcionista a descansarem sobre superfícies resistentes, como rochas ou solo desnudo, localizados fora da trilha. Além de garantir privacidade, isto evitará que a trilha fique muito cheia, ocasionando seu alargamento. Em locais onde a vegetação for muito densa ou não permitir acesso, aconselha-se descansar em pontos onde a trilha seja larga o suficiente para que outros visitantes possam passar sem problemas.

Os acampamentos devem ficar longe das trilhas e fontes de água: Isso ajuda a distribuir o impacto, proteger as fontes de água de contaminação e ainda manter o sentimento de solidão. Embora a distância indicada varie dependendo das condições locais, uma boa distância é acampar pelo menos a 60 ou 70 metros .

Oriente quanto à escolha do local do acampamento: Locais mais elevados evitam acúmulo de água da chuva, tornando desnecessário cavar em volta da barraca. Desta forma, o lugar conserva seu aspecto bem conservado, sem intervenções degradadoras. Aconselhe os visitantes a não "limparem" os locais, retirando folhas e galhos; esse "lixo" orgânico forma um bolsão que ajuda a evitar a ação erosiva da água da chuva e é fundamental para manter a integridade o solo.

Estimule visitantes a manterem a área limpa: Assim, outros visitantes poderão utilizar o mesmo local. Ninguém quer acampar em um local cheio de lixo e resto de alimentos. Locais limpos convidam ao uso contínuo, o que ajudará a evitar que o impacto se alastre a outros pontos. "Naturalizar" novamente o local ao levantar acampamento é uma prática a ser estimulada. Os visitantes devem aprender a recolocar rochas ou galhos que removeram em seu lugar de origem, apagando pegadas e outras marcas. O local precisará de tempo para se reabilitar, mas agindo assim estarão ajudando a fazer com que se torne menos óbvia a sua presença.

Evite lugares em que o impacto esteja apenas começando: Muitos locais podem se recuperar totalmente com um uso limitado. De qualquer maneira, o limiar é eventualmente alcançado quando o poder regenerativo da vegetação não pode manter a velocidade do impacto que recebe. O limiar para um sítio em particular depende de muitas variáveis, como tipo de vegetação, fertilidade do solo e duração da estação de crescimento. Uma vez que esse limiar é alcançado, o uso contínuo do sítio causará uma rápida deterioração do lugar.

Evite trilhas e locais de acampamento levemente impactados: Permita a sua recuperação em pouco tempo. Lugares para acampar que evidenciam o uso leve, com vegetação dobrada ou amassada devem ser deixados de lado para se regenerar, revertendo sua condição alterada para o estado original.

Cuidados com o lixo:

O lixo não tem lugar na natureza primitiva! Esta informação deve estar presente em todos os momentos da visitação. Em folhetos, placas, palestras e nas informações prestadas por guias e funcionários, deve-se enfatizar os problemas gerados pelo lixo aos ambientes naturais. Para campistas e usuários de trilhas, o simples procedimento de empacotar tudo aquilo que se desempacota, retomando-o para o local apropriado, garantirá uma atuação cuidadosa com o local.

O lixo deve ser disposto apropriadamente: Lixo são as sobras, não de alimentos, mas de pacotes e invólucros que devem ser trazidos de volta. O lixo que aparentemente é queimável em geral possui elementos não combustíveis, os quais deixam resíduos quando queimados. Pequenos invólucros de chocolate, bolachas ou de balas podem cair no solo. Para aliviar esse tipo de problema, além de manter lixeiras em pontos-chave da Unidade, é importante informar o visitante para que reempacote esses alimentos em um único recipiente. Alerte sobre pontas de cigarros, que podem provocar queimadas ou matar os animais que as ingerem. Estas devem apagadas e colocadas em invólucros de alimentos ou num pequeno saco que a pessoa carregue consigo. Restos e sobras de alimentos também podem ser considerados lixo. Todo o tipo de sobra, mesmo a que cai no chão durante o preparo das refeições devem ser recolhidos. Queimar ou enterrar comida não é recomendável. As fogueiras de acampamento não têm calor necessário para consumir os restos completamente. As sobras enterradas são normalmente desenterradas por pequenos animais. Manter as sobras de comida longe dos animais é importante para prevenir que eles não se habituem com fontes humanas de alimentos.

Cuidados com os dejetos humanos: Os dejetos humanos, assim como a água utilizada para cozinhar ou lavar utensílios devem ter uma destinação tal que evite a poluição de fontes de água e a proliferação de doenças. Queimar as fezes é uma das maneiras mais apropriadas de livrar-se delas. Recentes pesquisas mostram que as fezes enterradas se decompõem mais vagarosamente do que se imaginava. Quando expostas ao calor e luz do sol podem ser decompostas mais rapidamente. Mas, tendo em vista os problemas sociais, estéticos e possível contaminação de fontes de água, transmissão de doenças patogênicas por meio de insetos e animais, o mais correto ainda é enterrar. A decomposição vagarosa enfatiza a escolha de locais corretos para depositar este tipo de lixo.

Buracos de gato: Este é o meio mais aceitável de depositar as fezes. Devem ser feitos longe de fontes de água, trilhas e acampamentos e áreas onde possa haver um fluxo para fontes de água durante chuvas pesadas. Como regra geral, ensine aos visitantes que os buracos devem ser cavados a pelo menos 80m destas áreas. A decomposição destes materiais é mais fácil em solo orgânico, cobrindo-se o buraco com este.

Urina: A urina tem pouco efeito sobre a vegetação ou solo. Em algumas circunstâncias, o sal da urina pode atrair veados e outros animais silvestres. Estes podem desfolhar as plantas e cavar buracos para encontrar o sal. Por esta razão, oriente visitantes para que evitem urinar em plantas verdes, preferindo rochas e locais arenosos, longe de fontes de água.

Papel higiênico e produtos de higiene feminina: O papel higiênico não deve ser colorido nem perfumado, sendo empacotados em sacos plásticos. Não devem ser queimado, pois esta prática pode ocasionar queimadas em campos e florestas. O mesmo vale para produtos de higiene feminina. É muito importante não enterrar estes produtos, pois sua decomposição é lenta e são freqüentemente desenterrados por animais. Estes produtos devem ser empacotados em sacos plásticos duplos.

Uso mínimo de sabão: Água quente pode ajudar significativamente na limpeza, diminuindo o uso do sabão. Informe visitantes sobre os impactos do uso de sabões, detergentes e produtos de higiene corporal, especialmente em cursos d’água. Para quem não dispensa o uso destes produtos, uma boa dica é fazê-lo a uma boa distância das fontes e e riachos.

Destinação correta para o restos da pescaria: Oriente os pescadores a limparem o peixe em suas casas. Em áreas de uso freqüente, as vísceras devem ser enterradas em "buracos de gato". Já em áreas de uso remoto, as entranhas podem ser jogadas longe do acampamento, onde serão consumidas por animais ou decompostas rapidamente.

Orientações sobre plantas, rochas e outros objetos de interesse:

As pessoas buscam a natureza para desfrutar do belo, da paz e para ter experiências com o meio ambiente. Permita a todos os visitantes a experiência de encontrar a vida silvestre, plantas, rochas, artefatos arqueológicos e outros objetos de interesse da forma como sempre estiveram.

Sobre danos em árvores e plantas: Os materiais de camping podem ser amarrados à árvores em vez de pregados nelas. Colher flores, folhas ou parte de plantas pode parecer coisa insignificante em um ato individual, mas acumulados em lugares de alto fluxo de pessoas pode causar danos substanciais. Insista com os visitantes na opção de tirar fotografias em vez de coletar plantas.

Objetos naturais e artefatos culturais: Objetos naturais de beleza ou interesse devem ser deixados onde foram encontrados, para que outros também possam descobri-los e desfrutá-los. Em muitos parques e áreas naturais é proibido recolher objetos, assim como plantas e flores. A mesma ética se aplica aos artefatos culturais e a sítios arqueológicos e espeleológicos. Artefatos e sítios arqueológicos e espeleológicos são protegidos por lei.

Cuidados com os animais: Oriente sobre o espaço que o visitante deve guardar dos animais, para que estes se sintam seguros. Forçar os animais a fugirem, alimentá-los ou atrai-Ios compromete sua habilidade e atitude naturais. Em épocas de stress natural, como estiagem, inverno, escassez de alimento, a aproximação pode causar mal ao animal. Binóculos e lentes fotográficas permitem que sejam vistos e fotografados sem perturbações.

Impactos a outros visitantes: Rádios portáteis, toca-fitas e telefones celulares levam o contato urbano para dentro das áreas naturais. Muitos visitantes são perturbados por esse tipo de intrusão e pelo barulho que fazem. O mesmo se aplica aos animais de estimação. Informe previamente sobre a possibilidade da entrada destes. Um cachorro bem treinado pode ser uma boa companhia na trilha, mas causa impacto por cavar, latir, defecar, assustar animais silvestres e outros visitantes.

Minimize o uso e impacto do fogo:

Embora a idéia de ir para a natureza - e não fazer uma fogueira - pareça uma coisa impensável, o uso de fogareiros se faz necessário. Por causa de impactos excessivos e da necessidade de madeira para fogueiras, algumas áreas de acampamento proíbem fogueiras ou apenas as permitem em lugares pré-designados. Os campistas devem ser encorajados a carregar fogareiros com combustível suficiente para fazer todas as sua refeições. Para quem depende de fogo como fonte de iluminação, é possível substituí-lo por velas, lanternas ou lampiões. Regulamentações, condições ecológicas, clima, habilidade, níveis de uso e madeira para o fogo devem sempre ser considerados para decidir quando fazer uma fogueira. Se a sua Unidade não faz restrições quanto ao uso de fogueiras, oriente os visitantes para que:

Estejam atentos às condições do clima: Na maioria das áreas públicas, fogueiras são proibidas próximas das árvores ou onde elas crescem vagarosamente. Durante as épocas de seca, com muito calor e vento, fazer fogueiras pode ser um ato bastante arriscado.

Usem madeira morta e a queimem completamente: As fogueiras só devem ser feitas onde haja madeira abundante e, mesmo assim, usando madeira morta ou encontrada no chão. Galhos quebrados deixam cicatrizes e causam impacto visual na área. A madeira utilizada para o fogo deve ser larga em diâmetro, aproximadamente da largura do pulso; assim pode ser partida com a mão, não necessitando de serras ou machados. A madeira deve ser inteiramente queimada até que restem apenas cinzas ou pequenos pedaços de carvão. As cinzas devem ser esparramadas sobre um solo vegetal.

Use anéis de fogo em áreas de alto uso: Em áreas de camping pré-estabelecidas, as fogueiras devem ser feitas em anéis de fogo já existentes. Encoraje os visitantes a usar os mesmos anéis de fogo, deixando-os limpos de qualquer resíduo. Se os anéis estiverem completamente cheios, o carvão deve ser amassado e depois jogado fora em uma área longe do camping.

Utilizem montes para fogueiras: Uma pequena plataforma pode ser construída para fazer o fogo e depois facilmente destrui-lo. Estes montes são feito de areia ou cascalho, formando uma pequena plataforma circular de aproximadamente 15cm de altura por 70cm de diâmetro. Um pano pode ser colocado entre a plataforma e o solo para ajudar na limpeza quando o fogo se apagar. A vantagem desse tipo de fogueira é que ela pode ser feita sobre quase qualquer tipo de solo. 

Trilhas Ecologicas

 

- Percebo que as trilhas podem ser demarcadas com placas com símbolos xamânicos ou de arteeducação ecológica no inicio, com linguagens cifradas ensinando a não se poluir, a se ter práticas de corpo antes, tipo um centro de alongamento corporal, um local para yoga, tai chi, feito de pedras coloridas retas, e se possível redondo

 

- Depois esta caminhada pode receber um mapinha descrevendo pontos de destaque como as arvores de maior destaque e valor terapêutico, e nelas termos placas fixadas no solo com descrição botânica e medicinal

 

- Desde o inicio da viagem a pessoa pode receber ou não alimentos como sucos vitais e chás medicinais da própria mata, ou no meio da viagem ter-se uma lojinha de venda ou acesso a produtos medicinais

 

- Uma boa trilha tem seus pontos de poder ou de saber”, onde se concentram as forças vitais, que na verdade podem ser ativadas por uma boa combinação de plantas como diferentes bromélias, helicônias, antúrios, entre outras, pedras na forma de totens, os chamados stupas no Tibet, representam o despertar de nossa centelha ou energia kundalini

 

- “ Bom, o povo da permacultura a considera como algo muito tecnológico, e nada espiritual, eu arrisco em dizer que tudo pode conter o todo, assim o espiritual que realmente é o que interessa em sua compreensão multidimensional não poderá jamais ser trocado pelas imagens ilusórias das telas coloridas dos computadores, ou do consumismo tanto faz convencional e desconectado, como a moda atual do consumismo capitalista também desconectado ecológico

 

- Esta reconecção silenciosa em uma trilha é interessante por que vai mostrar os diversos monstros que temos dentro de nós e de nossa mente, e poderá assim nos ajudar a lhes descarregar com banhos de cachoeira, ou exercícios, meditações vipassanas, ou o uso de tendas de temaskal, ecosaunas, ou mesmo aulas de yoga, antiginástica, etc

 

Isto é importante e chamo de turismo terapêutico, e também pode possuir uma correlação com uma nova e emergente educação ambiental terapêutica

 

Bom, conheço algumas ecotrilhas: em Pirinópolis, na estância Vaga Fogo, no Vale Dourado, em Itacaré - BA, há várias, em Fpolis, em Itajaí, na Univali há um estudo bem legal chamado de Trilha da Vida,  mas todas estão ainda distantes deste processo que estou descrevendo, pois precisamos de uma abertura de olhos mais clara para enxergar sem medo o mundo mais natural e real deste belo planeta”

 

(...) é uma coisa muito mágica:  as pessoas simplesmente esquecem de suas mazelas físicas, emocionais e reagem de forma maravilhosa ao simples contato com a pétala de uma florzinha...um processo de cura onde a principal coisa é simplesmente aprender a sentir e interpretar a paisagem do  cotidiano com novos olhares, novas percepções. (...)

 

“Trilhas e vivências na Natureza são como portais que podemos cruzar para uma dimensão interna que propicia um auto-conhecimento muito sensível e vale mesmo a pena, só precisamos ser cuidadosos com o treinamento de monitores nestes casos, porque precisam ter conhecimentos básicos de psicologia e medicina [muitas pessoas acabam tendo insights durante as trilhas e vivencias precisando de auxilio especializado [geralmente conto com um médico , uma terapeuta ocupacional e uma psicologa de plantão e acompanhando o grupo], assim não pode ser qualquer um, ou qualquer monitor contratado simplesmente, para que o trabalho não seja um fiasco.  mas mesmo estes profissionais tem que possuir um perfil holístico, especial...” (Prof. Dra. Solange T. de Lima Guimarães)

 

Mauro Schorr e Maristela Ogliari
Coordenação Geral
Instituto Anima de Desenvolvimento e Cultura Sustentável
Sitio Cristal Dourado
Espaço Terapêutico Pulsar
Rua Servidão Jaborandi, no. 900 - Bairro Campeche - Florianópolis - SC Brasil - 88.065-035
Fones 48 3338 2267 - 9133 3661
Site em Atualização: Portal da Vida: http://site.pop.com.br/institutoanima

 

 
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