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| Notícias - Ecoterra | |||
| Escrito por LuaEstrela | |||
Retrato da Situação Politica Real na AgriculturaEnviado por: "Instituto Anima" Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. institutoanimaRetrato da Situação Politica Real na Agricultura: Despertando uma Nova Cultura e Consciência no setor primário agrícola e ambiental no Brasil
A Importância de um moderno Fórum de Agroecologia e de Permacultura em todos os estados do Mercosul Uma verdadeira prevenção ao aquecimento global e catástrofes de mudança radical climática Por Mauro Schorr (Orua) - Instituto Anima de Cultura e Desenvolvimento Sustentável - Sobre as Políticas Existentes: seus cernes são de natureza capitalista neo-liberal, onde se busca obter o máximo lucro de forma imediata, prejudicando os valores nobres sociais, o meio ambiente e elevando a concentração de renda, a corrupção e uso indevido de recursos públicos; Houve uma modernização conservadora no Brasil, impondo um pacote agroquimico tecnológico irresponsável, utilizando-se do sistema de crédito rural agrícola elitista, isto destruiu centenas e milhares de iniciativas de agricultores familiares (1.5 milhões no Paraná, 8 milhões somente no Nordeste), contaminou milhares de rios e bacias hidrográficas, e levou a população brasileira ao êxodo rural e enfavelamento das grandes cidades. - Há lacunas e problemas como falta de recursos, equipes capacitadas e comprometidas, de visão holística e interdisciplinar e grande ausência de capacidade de articulações e de transparência. Os recursos são concentrados, e servem aos interesses dos que dominam o poder politico e as grandes cooperativas, indústrias, corporações ainda retiram o que sobra dos lideres gananciosos. O que chega as prefeituras é apenas 13 % do total dos impostos arrecadados no Brasil e a capacitação das populações é muito pequena. Há uma politica de miséria cultural e espiritual que alimenta a demagogia politica. Há ainda muita impunidade no Brasil, prejudicando sua democracia. As pessoas mais competentes não são ouvidas e valorizadas. Ocorre uma competitividade por recursos e mercados entre lideranças e organizações. Tudo ainda é feito para “apagar o fogo e não como prevenção”, acontece uma politica geral do faz de conta, e quem fatura são os grandes empresários e politicos milionários, e em maior escala, as corporações imensas multinacionais. - Busca-se abrir mais espaço para o surgimento de novas lideranças, sobretudo jóvens. Mas para isso os bons exemplos precisam ser impulsionados e ensinados, mas a educação oficial no Brasil é classificada em 43 a 48º. lugar pela UNESCO, pois uma educação real e prática, que desperte a consciência e a qualidade de vida sustentável está longe de ser valorizada, assim identifica nosso esforço de conquistar recursos, espaços e novas parcerias. - A necessidade de se difundir melhor as informações; transcender a excessiva burocracia; a pouca articulação com a sociedade e diferentes organizações: onde praticamente não temos um fórum de discussão e de união, sobretudo que esteja preparado para enfrentar situações de grave crise ambiental por exemplo. Os aspectos transversais, inter e transdisciplinares estão nascendo no Brasil, e são importantes para se melhorar a qualidade dos produtos e serviços. Há pouca modernidade e competência em se lidar com temas tão importantes que formam a base de um verdadeiro desenvolvimento sustentável, a política centralizada empobreceu demais a conscientização popular, pois precisamos despertar uma nova cidadania no meio rural e socioambiental - Temos necessidade de dialogar e organizar conjuntamente os seminários e reuniões com os agentes governamentais. Justificativa Resumida da Importância de um Fórum Estadal e Nacional de Agroecologia e Permacultura para Santa Catarina e o Brasil: "Seguremos o bicho monstruoso do aquecimento global antes que seja tarde demais!" Há algumas iniciativas de produção de alimentos de muito sucesso que estão dando certo na região, mas que ainda estão muito enfraquecidas, como é o caso do produtor da empresa Don Natural, Sr. Glaico e Sra. Rosa Sell que possui uma chácara bem produtiva no município de Paulo Lopes, distante 70 kms de Florianópolis, e que lhe falta mais área e volume de produção, pois com menos de 1 hectare abastece a ecofeira da Lagoa da Conceição, um centro de destaque e ainda fornece produtos à restaurantes tradicionais, alcançando muitas vezes acima de R$ - 20.000.00 de renda bruta mensal, formando um exemplo valioso onde sistemas produtivos orgânicos em policultivos diversificados podem exemplificar propostas sólidas e avançadas para o combate a fome e a miséria no país. Temos a Associação Recanto da Natureza que congrega mais de 30 produtores no município de Santo Amaro da Imperatriz, que necessita aprimorar seus métodos de cultivo e ter mais acesso e facilidades de crédito. A Agreco é uma Associação de Agricultores da Encosta da Serra Geral, que produz grande volume de produtos para a merenda escolar de SC através de 64 pequenas agroindústrias e 120 produtores, no município de Santa Rosa de Lima, distante 150 kms de Fpolis, e movimenta um total de negócios de R$ - 100.000 mensais, e que está sempre tendo um esforço imenso em manter politicamente seu pioneiro e muito ético programa. Ainda ocorrem diversos agricultores no município de Antonio Carlos, Palhoça, Canelinha, São João, Major Gercino, Itajaí, São José, Tijucas, Barreiros, Águas Mornas e Florianópolis, muito isolados, bastante desmotivados, onde sua juventude rural prefere não dar continuidade a interessante e muito necessária profissão de agricultor e empresário rural. Este quadro precisa ser mudado em prol da segurança alimentar do país. Em relação à Permacultura ocorrem iniciativas como o Instituto Austrobrasileiro de Permacultura, a Rede Permear, o Instituto Anima no bairro Campeche, o Instituto Çaracura no bairro Ratones, o Sitio dos Sonhos em Rio Novo, município de São Bonifácio, porem não conseguem ainda manter uma unidade e relacionamento construtivo na região da grande Florianópolis e interior do estado, e a necessidade da difusão de sistemas mais sustentáveis é fundamental para se combater os efeitos do aquecimento global em todo o país e planeta. A geração de tecnologia sustentável, sua base genética como sementes nativas, indígenas e crioulas ou coloniais, sua troca e intercâmbio são algo incipientes, e há um imenso interesse para que estes recursos culturais e genéticos tradicionais e inclusive modernos sejam novamente colocados com maior disponibilidade, pois estamos há décadas perdendo o mercado para a influência político-econômica de empresas estrangeiras que dominam mais de 80 % do volume de negócios sobretudo de cereais e de hortaliças, que formam a base de nossa segurança alimentar e politica. Outra questão, é que muitas espécies já estão extintas, e com elas todo um legado histórico que se perde, uma agroecologia antiga e que se manteve mais segura e permanente durante séculos que agora está desprezada ou sendo extinguida. O fluxo atrativo e contínuo a urbanização é um quadro extremamente grave para a nossa sustentabilidade futura. O nível de resistência a muitas doenças e adaptação a microclimas locais também é considerado melhor nas sementes tradicionais, a sua produtividade também é elevada, mas o volume de produção ainda é pequeno: menos de 10 % do volume total de produção do estado e a demanda e valorização do mercado está muito elevada com a agroecologia. Já ocorre um programa estadual que visa unificar e as fortalecer corretamente, no sentido de democratizar informações e empoderar realmente novas lideranças, sendo realizado oficialmente dentro da Epagri através da coordenação de agroecologia, mas que necessita ser muito mais ampliado e fortalecido. A Epagri é a maior empresa agropecuária de extensão e pesquisa e consegue realizar pesquisas e estimular a produção orgânica, contudo seus resultados não se mostram de forma mais contundentes devido à pressão política dos grupos macroeconômicos que está muito concentrada e desigual no estado e no Brasil. Assim tem-se uma ótima perspectiva de aumento da produção, geração de empregos e de renda para inúmeras famílias, despertando sua consciência, proteção e cidadania ambiental, que pode inclusive tornar este projeto mais dinâmico, estratégico, e financiável, à medida que tivermos um maior contato com as diferentes iniciativas existentes na região, pois ainda identificamos a necessidade de criarmos nichos de novos produtos e mercados e um sério levantamento de tecnologias adaptadas de baixo custo. Esta geração de renda pode crescer se melhorarmos os pontos de venda de produtos orgânicos, capacitarmos melhor os produtores, comerciantes e interessados e trazermos mais interesse para os consumidores, que ainda são poucos comparados às ofertas mais convencionais. Para isso tudo temos um belo sitio no sul da ilha de Florianópolis, de 5.000 ms, totalmente cultivado, que serve como uma escola de agroecologia e de permacultura, onde já estamos mantendo uma coleção de mais de 20 tipos de variedades de milho indígena e crioulo, duas dezenas de espécies de feijão, várias espécies de adubos verdes, sistemas de cultivo múltiplo ou consorciado, policultivos com a permacultura, mandalas de ervas com mais de 80 espécies cultivadas. Possuímos ainda uma rede própria na net (http://br.groups.yahoo.com/group/institutoanimateiadavida) e site: www.institutoanima.pop.com.br, possuímos uma participação ativa em mais de 25 outras redes da net, com inúmeros parceiros, nossa lista de e-mails já chegou em 10.000 colaboradores indiretos em 95 págs corridas. Estas redes e banco de sementes é uma de nossas atividades há pelo menos 5 anos, onde nas ecofeiras sempre doamos e vendemos pacotes de sementes, sobretudo milho indígena e adubos verdes. Ainda participamos da coordenação conjunta de três destacadas ecofeiras na cidade de Florianópolis – SC, e apoiamos alguns importantes projetos sociais como em uma colônia agrícola penal com a produção de ervas medicinais em uma área expressiva de 3 hás para o sistema carcerário, um programa de comercialização sustentável de artesanato e produção de mudas em viveiros em aldeias indígenas Pataxós, localizadas no sul do estado da Bahia, e a educação ambiental em escolas da rede de ensino da região metropolitana de Florianópolis, entre outras ações. Mauro Schorr e Maristela Ogliari Coordenação Geral Instituto Anima de Desenvolvimento e Cultura Sustentável Sitio Cristal Dourado Espaço Terapêutico Pulsar Rua Servidão Jaborandi, no. 900 - Bairro Campeche - Florianópolis - SC Brasil - 880635-035 Fones 48 3338 2267 - 9133 3661 Site: Portal da Vida: www.institutoanima.pop.com.br
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