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| Produtos orgânicos na cadeira do dentista |
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| Notícias - Ponto de vista | |||
| Escrito por LuaEstrela | |||
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Produtos orgânicos na cadeira do dentista A produção orgânica surgiu quase por acaso na vida de José Alexandre Oliveira. Nascido e criado na região de Franca, em São Paulo, sempre teve contato com alimentos cultivados pela agricultura familiar, sem qualquer tipo de agrotóxico. Na hora de escolher uma profissão optou por odontologia, e não se arrepende. Foi atuando como dentista, em seu consultório, que ele percebeu a invasão de produtos recheados de químicos na rotina de seus pacientes. Ao receitar uma dieta mais saudável, a qualidade de vida melhorava – na mesma proporção em que os problemas dentários diminuíam. Com esta experiência, alguns anos depois, Oliveira criou o Café IAO. Durante uma feira de orgânicos em Nuremberg, na Alemanha, percebeu o sucesso de seu cultivo sem aditivos e não parou mais: ajudou a fundar o BrasilBio, associação de fomento à agricultura sem fertilizantes, e foi seu presidente durante três anos. Nesta entrevista a ((o))eco, ele explica qual a situação atual do mercado em que atua no país, as perspectivas para o futuro e os principais benefícios ambientais de sua escolha. O senhor presidiu a BrasilBio durante três anos e também é o responsável pelo Café IAO. Mas, antes de tudo, é dentista. Como surgiu o seu interesse pela produção orgânica? Quais são os principais dados do mercado de orgânicos do Brasil, como por exemplo a relação, em porcentagem, deste tipo de produção no mercado nacional de alimentos e a média de preços? "Há, aqui, 842 mil hectares de agricultura familiar orgânica, todos com certificações feitas por várias empresas nacionais e estrangeiras que garantem o que o consumidor está comprando. A partir de 2011 teremos um selo para padronizar a certificação." Oliveira: O mercado é crescente, cada vez mais. Temos hoje, no Brasil, produção em todo o lugar. Há, aqui, 842 mil hectares de agricultura familiar orgânica, todos com certificações feitas por várias empresas nacionais e estrangeiras que garantem o que o consumidor está comprando. A partir de 2011 teremos um selo para padronizar a certificação. Se levarmos em consideração as áreas preservadas onde há extrativismo, estamos falando de 9,4 milhões de hectares. É importante destacar, porém, que existem 90 milhões de hectares de terras improdutivas no país, sem falar da cultura tradicional. Atualmente, estamos desenvolvendo feiras locais para atender municípios. A ideia é que cada município consiga desenvolver associações de pequenos produtores para que os mesmos vendam diretamente. Deste modo, o preço do orgânico sai quase o mesmo do convencional. Quando há atravessador, o preço fica mais alto, pois tem muita demanda e pouca oferta. É impossível formar um agrônomo especialista em agricultura orgânica em apenas três anos, tempo em que existe a lei. Estamos crescendo, mas o café vendido no Brasil, por exemplo, é apenas 1% orgânico. Há muito o que crescer A BrasilBio surgiu a partir de uma demanda dos produtores, ou vocês notaram a importância de criar uma associação para fomentar o mercado nacional de orgânicos? A partir daí, qual foi a história da BrasilBio? Vocês tiveram que ajudar uma base legal para o mercado? Quais são os principais benefícios ambientais dos produtos orgânicos em relação aos tradicionais? Como é constituída a BrasilBio? Ela tem o objetivo, por exemplo, de criar um amplo banco de dados de toda a cadeia de orgânicos no Brasil, certo? Em qual estágio esta estratégia se encontra? 1-Nota adicional: O consumo de alimentos com resíduos de agrotóxicos pode - Fonte:
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