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Notícias - Ambiente e ecologia
Escrito por LuaEstrela   

Por que não utilizar o carvão

Por Redação da Ecoagência

O NAT/Brasil está lançando o livro acima, que alerta para os impactos das termelétricas a carvão na saúde, na natureza e sobre o clima do planeta.

Porto Alegre, RS - O Núcleo Amigos da Terra/Brasil acaba de lançar a publicação "Carvão e Mudanças Climáticas", que em 78 páginas lança um alerta em relação a intenção do Governo Federal de ampliar significativamente o uso desta fonte energética, altamente poluente e nociva à saúde.

"O Núcleo Amigos da Terra/Brasil trabalha para inserir a questão da queima do carvão mineral nos debates nacionais sobre controle de emissões de gases de efeito estufa, os quais, no Brasil, estão muito direcionados ao desmatamento e à queima de florestas. Nosso entendimento é que somente com informações claras sobre o tema será possível fazer escolhas adequadas relacionadas à energia e ao clima," diz a introdução.

De acordo com a organizadora, Kathia Vasconcellos, o livro é destinado a tomadores de decisão e àqueles que ajudam a formar opiniões. Dentre os temas abordados estão as causas e as conseqüências visíveis das mudanças climáticas, a responsabilidade do Brasil, os efeitos nocivos à saúde, a chuva ácida – provocada pelo uso do carvão, emissões, captura e armazaenamento de carbono.

“O Brasil é o quarto maior emissor de gases de efeito estuffa do mundo em razão, principalmente, do desmatamenteo e das queimadas florestais, e deve assumir sua responsabilidade na redução desses índices”, aponta a obra.

O desmatamento e a queima de florestas são responsáveis por 2/3 das atuais emissões brasileiras de CO2, mas as emissões derivadas de combustíveis fósseis devem aumentar, com a expansão da geração de energia termelétrica.
O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal prevê que a geração via termelétricas atingirá cerca de 12 mil MW ou 23% do total da matriz energética futura do país.

Deste total, 24,2% serão movidas a carvão mineral, 32,8% a óleo diesel e 27,3% a gás natural. Só no Rio Grande do Sul estão 89,25% das reservas brasileiras de carvão, estimadas em 32 bilhões de toneladas, estando previstas no PAC três termelétricas para o Estado PAC e uma em SC, até o final de 2008.

O livro dedica um capítulo a explicar “Por que não utilizar o carvão”. As atuais tecnologias das usinas são chamadas de “queima limpa”, mas na verdade, são tecnologias que apenas emitem “menos poluente”, o que é totalmente diferente de uma tecnologia de emissão zero, ou seja, que não causaria poluição alguma, afirmam os autores, detalhando todos os poluentes emitidos e seus efeitos na natureza e na saúde.

“Um exemplo trágico dos malefícios do mineral é o lado norte da bacia do Rio Araranguá, em Santa Catarina, que entrou para o rol das 13 áreas mais poluídas do país, de acordo com o decreto federal 85.206 desde 1980, ou seja, não é apenas ‘conversa’ de ambientalista ou de ONG, são informações e dados públicos”, cita a obra.

Segundo o livro, caso o Brasil amplie seu parque gerador a gás e carvão, estará contrariando tendências mundiais e andando na contramão da história, tornando-se um dos maiores vilões ambientais do planeta, já que o setor participa hoje com 1,45% da matriz energética brasileira e quer chegar a 5%, “lançando mão de um poderoso lobby em busca de mais subsídios, isenção fiscal, garantias e financiamentos públicos nacionais”.

Interessados na publicação podem procurar o Núcleo Amigos da Terra/Brasil pelo telefone 51 (Porto Alegre) 3332-8884, ou e-mail imprensa arroba natbrasil.org.br

(Envolverde/Ecoagência)

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Fonte:

http://envolverde.ig.com.br/materia.php?cod=46375&edt=1

 

 
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