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Notícias - Ciência e tecnologia
Escrito por Herbert   

ONU aprova projeto de MDL programático do México

21/07/2009   -   Autor: David Fogarty   -   Fonte: Reuters

As Nações Unidas deram a luz verde para o primeiro de uma nova geração de programas de compensação de carbono voltados para levar as reduções de emissão para um mercado enorme nos países em desenvolvimento.

 O painel, que supervisiona o andamento do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), deu a aprovação inicial durante uma reunião na semana passada para o projeto que empregará 30 milhões de lâmpadas compactas fluorescentes (LCFs) no México.

 A ONU liberou os detalhes do encontro em seu site.

 Sob o projeto, desenvolvido pela empresa de eficiência energética Cool nrg International, as LCFs serão distribuídas em fases ao longo dos próximos dois ou três anos com a meta de geração de até 7,5 milhões de Reduções Certificadas de Emissão (RCEs).

Cada compensação representa o equivalente a uma tonelada de dióxido de carbono, o principal gás causador do efeito estufa.

A empresa holandesa Eneco Energy Trade B.V. comprará as RCEs em um acordo intermediado pela TFS Green. As RCEs à vista estavam sendo negociadas em cerca de € 12,95 na segunda feira.

O MDL tem sido criticado por se focar apenas em projetos individuais e pelos altos custos administrativos para a aprovação na ONU. A tentativa de agrupar projetos menores que resultam em reduções de emissão para um grande número de pessoas, como esquemas de iluminação eficiente, se provaram caros.

Sob o chamado MDL programático, os desenvolvedores podem empregar os projetos em escala, teoricamente em número ilimitado, desde que cada um utilize o mesmo padrão ou metodologia aprovado desde o início. Isto mantém as taxas em custos mínimos.
Pesquisas aleatórias

O projeto mexicano planeja ter 30 programas de atividades de MDL para assegurar a aplicação completa das 30 milhões de LCFs, disse o chefe de mercados de carbono da Cool nrg Phil Cohn.

A distribuição das primeiras um milhão de lâmpadas será no período entre outubro e novembro, explicou Cohn à Reuters na segunda-feira.

Quando questionado como o projeto asseguraria que as LCFs não seriam vendidas após o recebimento, Cohn disse que um monitoramento rígido das residências e um número limitado de LCFs para cada uma delas seriam partes elementares do esquema.

Cada residência receberia quatro LCFs, e detalhes como nomes, endereços e contas de eletricidade seriam utilizados para o rastreamento.

“As pessoas também têm que trazer quatro lâmpadas incandescentes antigas e trocá-las, então isto cria uma barreira para a estocagem de LCFs”, disse Cohn. “Como parte do monitoramento em andamento, nós pesquisamos uma amostra de residências para ver a proporção de LCFs que estão em operação”.

Cohn explicou que o comitê Executivo do MDL pediu esclarecimentos mínimos e que espera que o painel aprove formalmente o projeto dentro de algumas semanas.

Ele também comentou que a equipe de design tem trabalhado para que o projeto receba a certificação Gold Standard e espera que isto seja o próximo passo após o registro formal.

“Este é um acordo revolucionário”, disse Chris Halliwell da empresa de brokers TFS de Melbourne, Austrália.

“Acreditamos que (o projeto) incentivará enormemente a abordagem programática, particularmente ao longo da Ásia, e passará a mensagem de maneiras sustentáveis e ainda eficientes de gerar créditos de carbono em larga escala”.

Traduzido por Fernanda B. Muller, CarbonoBrasil
Para ler o texto original, entre na Comunidade de Carbono da Reuters,  clicando aqui

 
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