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ONG leva curtas-metragens para as salas de aula Imprimir E-mail
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Notícias - Arte e cultura
Escrito por LuaEstrela   

ONG de São José dos Campos (SP) leva curtas-metragens para as salas de aula

Enviado por: "balubalu22"

Começa neste mês de março e vai até agosto a maratona de 190
exibições de filmes do Projeto "Nas Asas do Cinema" na região de São
José dos Campos, Interior de São Paulo. A proposta é levar ao público
filmes de curta-metragem que dificilmente chegariam às salas de
cinema da região e promover sua exibição, seguida de debates. A
novidade fica por conta dos locais: as mostras não acontecerão em
cinemas comuns, mas em salas de aula de escolas, universidades e
locais públicos como centros de reeducação de jovens.

Patrocinado pela Concessionária NovaDutra, o projeto é uma realização
do Instituto Magneto Cultural e conta com o apoio da Prefeitura, por
meio da Fundação Cultural Cassiano Ricardo e da Lei Municipal de
Incentivo à Cultura de São José dos Campos.

A meta de "Nas Asas do Cinema" é alcançar até agosto deste ano 24 mil
espectadores com a exibição de 19 curtas-metragens. Sua proposta é
abranger, além de estudantes da rede pública municipal do segundo
ciclo e da rede estadual de ensino médio, professores, arte-
educadores e estudantes de Letras, Pedagogia, História e Comunicação
Social em sessões especiais. As exibições envolverão ainda os
internos da Fundação Casa (que abriga jovens infratores) e do Centro
de Ressocialização Feminina (voltado a mulheres presas).

Segundo Wallace Puosso, Diretor Executivo da ONG Magneto Cultural, a
principal proposta do projeto é agir para a democratização do acesso
à produção nacional de cinema de boa qualidade, contribuindo para a
formação de público e para a construção de uma consciência crítica a
partir da linguagem audiovisual.

"Não se trata apenas de oferecer entretenimento de qualidade, mas de
estabelecer uma relação diferenciada entre os jovens e a produção
audiovisual, de maneira a permitir uma leitura crítica da produção
artística e do seu papel na transformação da sociedade", diz
Puosso. "Ao utilizarmos curtas-metragens nacionais, fortalecemos o
imaginário e as identidades locais, potencializando debates de
interesse social".

Da sala de cinema para a sala de aula

Sete programas de exibição foram definidos pelo Instituto Magneto
Cultural de forma a permitir diferentes possibilidades de debate
junto aos jovens.

"Nas escolas, os professores serão incentivados a utilizar os temas
debatidos após cada sessão como ferramenta pedagógica", lembra
Puosso. "A partir de um determinado aspecto debatido, o professor
pode aprofundar as discussões de acordo com os conhecimentos que
estão sendo ministrados em sala de aula".

Estabelecendo um via de mão-dupla, o Programa não só oferece a
possibilidade de enriquecer as discussões sobre questões sociais,
ambientais, educativas e estéticas nas instituições de ensino, mas
também ampliar a visibilidade da produção audiovisual brasileira,
cujos espaços de exibição estão restritos aos festivais e cineclubes.

"Com o programa, proporcionamos o contato do jovem do Interior com o
que há de melhor em produção cinematográfica e de vídeo no Brasil,
sem sair da cidade onde mora", destaca Puosso. "De outra maneira,
isso seria praticamente impossível, porque não há espaços para
exibição de trabalhos dessa natureza fora dos grande centros
urbanos".

Ano III

O Programa "Nas Asas do Cinema" entra no terceiro ano de existência,
em um processo de amadurecimento que permitiu ampliar sua abrangência
e os desdobramentos dos debates entre os jovens abrangidos.

"Quando iniciamos o Programa, em 2005, a pretensão era bem menor e o
Programa, apesar de bem estruturado, era muito mais modesto", lembra
o realizador. "Hoje, 254 exibições e 34 mil espectadores depois,
vamos bucar vôos mais altos".

Entre os sonhos está a reinserção do Vale do Paraíba no cenário
nacional da produção audiovisual. A região já foi cenário para a
vasta produção do cineasta, diretor e humorista Amácio Mazzaropi,
entre os anos 1950 e 1970. Para isso, os artistas do Magneto Cultural
propõem a criação de uma nova geração de profissionais e técnicos
voltados para cinema e vídeo, por meio da promoção de cursos e
oficinas de alto nível e realização de debates com a participação de
cineastas de renome internacional na região.

"Muitos garotos que debatiam conosco em 2005, na primeira versão
do "Nas Asas do Cinema", despertaram para o mundo audiovisual e hoje
já estão realizando seus curtas-metragens na região e isso mostra que
há potencial a ser explorado a curto e médio prazos", diz o
empreendedor.

Alguns filmes

PASSO

Animação, de Ale Abreu. 3min.

Sinopse: A idéia revela-se como um pássaro desesperado para alçar
vôo.O processo criativo é uma luta contra gaiolas reais e
imaginárias, que espera o momento em que nos decidimos a dar um
passo – o de pensar com liberdade!

VIDA MARIA

Animação, de Marcio Ramos. 2006. 9 min.

Sinopse: Maria José, uma menina de 5 anos de idade, é levada a largar
os estudos para trabalhar. Enquanto trabalha, ela cresce, casa, tem
filhos, envelhece. Ao final, o início de um novo ciclo que vai
reproduzir o seu passado no futuro de sua filha.

MARÉ CAPOEIRA

Ficção, de Paola Barreto. 2005. 14 min.

Com: Felipe Santos, Isabela Faberezza, Mestre Chaminé.

Sinopse: Maré é o apelido de João, um menino de dez anos que sonha
ser mestre de capoeira como seu pai, dando continuidade a uma
tradição familiar que atravessa várias gerações. Um filme de amor e
guerra.

SAPUCAIA

Documentário de Sílvia Bigareli e Victor Menezes. 2007. 23 min.

Sinopse: Um mosaico de imagens, frases e sons de diferentes tempos e
culturas, revela aspectos presentes de um patrimônio cultural da
região.

MARANGMOTXÍNGMO MÏRANG (DAS CRIANÇAS IKPENG PARA O MUNDO)

Direção e fotografia: Kumaré, Karané e Natuyu Yuwipo Txicão. Vídeo
nas Aldeias. 2001. 35 min.

Sinopse: Quatro crianças Ikpeng apresentam sua aldeia respondendo à
vídeo-carta das crianças da Sierra Maestra em Cuba. Com graça e
leveza, elas mostram suas famílias, suas brincadeiras, suas festas e
seu modo de vida. Curiosas em conhecer crianças de outras culturas,
elas pedem para que respondam à sua vídeo-carta.

ILHA DAS FLORES

Documentário, Experimental, de Jorge Furtado. 1989. 13 min.

Com: Ciça Reckziegel.

Sinopse: Um ácido e divertido retrato da mecânica da sociedade de
consumo. Acompanhando a trajetória de um simples tomate, desde a
plantação até ser jogado fora, o curta escancara o processo de
geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho.

AS COISAS QUE MORAM NAS COISAS

Ficção, de Bel Bechara e Sandro Serpa. 2006. 14 min.

Com: Gabriel Fantini, Jesser de Souza, Lucas Arruda, Luciana Arruda,
Raquel Scotti Hirson, Robson Emílio.

Sinopse: Enquanto acompanham sua família formada por catadores de
lixo, três crianças atribuem novos significados aos objetos
descartados pela cidade, inventando brincadeiras e pontos de vista.

Prêmio: Porta Curtas no Festival Internacional de Curtas de São Paulo
2006

TAXI PARA O DEVANEIO

Ficção de Ansgar Ahlers, Dirk Manthey, Eder Augusto. 2007. 12 min.

Com: Pierre Semmler, Adriano Veríssimo, Daniel Torres, Isabella
Parkinson, Guntbert Warns

Sinopse: Países diferentes? Pessoas diferentes, mas um mesmo
devaneio: um táxi viaja de São Paulo (Brasil) a Kiel (Alemanha). O
que acontece se você dá uma olhada inesperada em outra parte do mundo?

BOA VIAGEM IBANTU!

Direção: Vincent Carelli, RealizaçãoTV Escola/Ministério da Educação
e Vídeo nas Aldeias. 18 min.

Sinopse: Para vivenciarem a diversidade cultural, quatro jovens, de
diferentes regiões do Brasil, são convidados a viajarem até a aldeia
dos Krahô, situada no estado do Tocantins. Os jovens chegam cheios de
expectativas e idéias preconcebidas. Os Krahô os recebem de braços
abertos e a integração é imediata. Os jovens participam das
cerimônias e dos trabalhos realizados na tribo. Têm o corpo pintado
com urucum e jenipapo. São batizados e recebem nomes indígenas. A
despedida é pura emoção.

CHICO ABELHA

Documentário, de Uiara M.C. da Cunha. 2005. 15 min.

Sinopse: A história de Chico Abelha, que mora no meio da mata, na
Serra da Mantiqueira, de onde só se afasta para apresentar um
programa na rádio comunitária de Monteiro Lobato.

O JUMENTO SANTO E A CIDADE QUE SE ACABOU ANTES DE COMEÇAR

Animação de Leo D. e William Paiva. 2007. 11 min.

Sinopse:O sertão nunca mais será o mesmo, depois que o jumento
Limoeiro vier à terra pra dar um jeito na humanidade, que sucumbiu à
tentação do capeta.

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Leia mais:

Projeto do Interior de SP leva curtas às escolas

http://www.overmundo.com.br/overblog/projeto-do-interior-de-sp-leva-curtas-as-escolas

 

 
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