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Notícias - Jovens
Escrito por Alysson   

Jovens pedem mais educação e o fim do serviço militar obrigatório

13.05.08 - BRASIL

O fim do serviço militar obrigatório e a criação de programas alternativos, a legalização do aborto e o destino de 10% do Produto Bruto Interno para educação constam entre as 22 prioridades aprovadas pela 1ª Conferência Nacional da Juventude, reunida de 27 a 30 de abril, em Brasília.

No, Brasil, um quarto da população, cerca de 50,5 milhões de pessoas, tem entre 15 e 29 anos de idade, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O documento base de preparação da Conferência admite que o Estado não se preparou para receber de forma adequada esse contingente de jovens, e que a oferta de bens e serviços públicos é insuficiente para atender toda a demanda.

Dois mil delegados participaram da Primeira Conferência, que contou também com uma representação de jovens evangélicos. A proposta mais votada no evento veio do movimento negro, que pede, entre outros, políticas públicas para a superação de todas as formas de preconceito e discriminação quanto à cor, a etnia, a raça, o gênero, a orientação sexual, a condição sócio-econômica, convicções políticas e religiosas.

Em 12 encontros regionais preparatórios para a Conferência Nacional da Juventude, jovens evangélicos do país enfatizaram três propostas, de alguma forma incorporadas entre as 22 prioridades: a reforma educacional, a institucionalização do tema juventude no Estado brasileiro e a valorização da diversidade cultural, informou Alexandre Brasil, do Rio de Janeiro, para o informe de Ivanise Andrade, na revista Viração.

A Conferência reivindicou, ainda, a criação de uma política nacional de juventude e meio-ambiente, a ampliação e qualificação de programas e projetos de esportes, a garantia do acesso à terra para jovens do meio rural, na faixa etária dos 16 aos 31 anos, independentemente do estado civil, por meio da reforma agrária e da redução da jornada de trabalho de 44 a 40 horas semanais.

A legalização do aborto integra a prioridade que solicita a implementação de políticas públicas que promovam os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres jovens, garantindo mecanismos que evitem mortes maternas e apliquem a lei de planejamento familiar, com acesso a métodos contraceptivos.

Segundo dados de 2003, da Pesquisa Nacional por Mostra de Domicílios (PNAD), 11,7 milhões de jovens viviam em famílias sem condições de satisfazer suas necessidades básicas e 4,5 milhões de jovens não trabalhavam, nem estudavam.

A Secretaria Nacional da Juventude, órgão do governo e promotora da Conferência, entende que os governos - federal, estatal, municipal - devem implantar políticas públicas efetivas, capazes de oferecer perspectivas de futuro e propiciar à cidadania plena a milhões de jovens brasileiros. Elas devem ter caráter de redistribuição, orientadas para diminuir as desigualdades entre os jovens e outros segmentos etários e dos jovens entre si.

Uma pesquisa do Instituto Cidadania constatou que a educação e o emprego são os assuntos que mais interessam aos jovens. Já o PNAD verificou, em 2003, que 1,3 milhões de jovens brasileiros eram analfabetos e que apenas 3,6% dos jovens entre 20 a 24 anos chegavam à universidade. Nessas condições, os jovens brasileiros alcançarão a escolaridade média dos jovens chilenos somente em 2016.

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Fonte:

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=33010

 
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