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Notícias - Ciência e tecnologia
Escrito por Alysson   

Inovação e cooperação são as principais respostas para questão energética

Um novo relatório do Fórum Mundial de Energia identifica a tendência de um futuro com mais energia sustentável. Um número crescente de novas tecnologias verdes nesse mercado tem o potencial para transformar fundamentalmente o modo como a energia é produzida, distribuída e consumida, indica o documento.

Fornecer energia segura, barata e de baixa emissão de carbono para uma população global crescente exigirá um novo nível de inovação e cooperação nessa área, conclui o texto “Resolvendo o quebra-cabeça da energia por meio da inovação”, elaborado em pelos Associados de Pesquisa de Energia de Cambridge (Cera) em parceria com o Fórum Econômico Mundial.

O relatório inclui perspectivas de especialistas da área acadêmica e de líderes em energia, finanças e tecnologia. Além disso, oferece uma vasta discussão sobre o papel que a inovação e a tecnologia terão de assumir para suprir a demanda global de energia, cujo aumento é estimado em pelo menos 50% até 2030.

“O desafio de transformar o sistema energético é tremendo, dado o tamanho da exigência de capital, a necessidade de novas tecnologias e adaptação de mercado. Nosso relatório não demonstra apenas a importância de se combinar as forças dos investidores, fornecedores de tecnologia e desenvolvedores de políticas para acelerar a inovação, mas sinaliza a necessidade de tornar os consumidores de energia mais empenhados e de aprender com experiências inovativas de outras industrias”, afirma o diretor sênior e chefe das Indústrias de Energia no Fórum Econômico Mundial, Christoph Frei.


Por vir

O relatório identifica forças poderosas e convergentes no trabalho que indica uma mudança de sentido, rumo a um futuro energético mais sustentável: “O alto preço da energia combinado com preocupações acerca da segurança energética e das mudanças climáticas estão estimulando a mais desenfreada busca por inovação que a indústria de energia já presenciou”, avalia o presidente do Cera, Daniel Yergin. “E isso é verdade quando se fala sobre fontes renováveis, alternativas ou tradicionais de energia. Inovação segue necessidade, e a necessidade com certeza existe”.

“Uma pressão intensa por inovação será necessária para que o mundo vença o desafio da energia, exigindo colaboração crescente entre companhias, governos, consumidores e instituições de pesquisa, assim como entre novos participantes, como empresas de capital de empreendimento e de tecnologia”, entende Yergin.

Os investimentos em energia renovável e em eficiência energética ultrapassaram 70 bilhões de dólares em todo o mundo no ano de 2006. A expectativa é de que o total de 2007 esse número exceda 110 bilhões de dólares.

Apesar de os investimentos em tecnologias limpas serem impressivos, eles são apenas uma pequena fração do total aplicado na indústria de energia anualmente. Avanços fundamentais ainda são necessários para que muitas tecnologias inovativas possam ser adotadas. Além disso, quando se leva em consideração a longa vida da infraestrutura energética, fica claro que a transformação do sistema será mais uma questão de evolução do que de revolução.

Apesar de esses tipos de inovação poderem se tornar parte da solução futura, ainda levará anos para que sejam integradas no sistema de energia.


Aplicação

A área mais fértil para se realizar inovações rápidas talvez seja a de tecnologias de pequena escala, como a energia solar fotovoltaica, os sistemas de micro controle, veículos elétricos híbridos, capacitores de armazenagem de energia, etc. O desenvolvimento destes e outros avanços de pequeno nível deve ocorrer provavelmente em um espaço de tempo relativamente curto e pode nos levar para direções surpreendentes.

“Nenhuma proposta ou tecnologia pode dar conta dos desafios”, afirma o relatório. “Muitas soluções e tecnologias serão necessárias. Os objetivos são múltiplos: a energia precisa ser barata, sustentável, limpa, conveniente e oferecida em escala. O futuro do setor irá sem dúvida pertencer àquelas companhias que conseguirem descobrir e aplicar soluções que contemplem o máximo possível todas essas dimensões”.

Os longos ciclos da indústria - três a quatro décadas para usinas de geração de energia - significam que o aperfeiçoamento do maquinário já existente deverá ocorrer juntamente com o desenvolvimento de novas tecnologias.

 


Várias questões se apresentam quando se compara a energia com as mudanças constantes das industrias de alta tecnologia:

- Mudança incremental é importante. Tecnologias muito inovadoras levam um tempo para se desenvolver e criar raízes. Ao mesmo tempo, inovações dentro das indústrias atuais são essenciais. Por exemplo, a mágica dos efeitos cumulativos faz com que um aumento na eficiência energética de 2% ao ano resulte em um acréscimo de 22% em apenas 10 anos.

- Inovação aberta serve para ampliar a base para novas tecnologias. Ninguém sabe qual desenvolvimento será a fonte do novo avanço energético. Uma atmosfera de inovação aberta está ganhando espaço e será crucial para assegurar que novas idéias encontrem aplicações na indústria. Tecnologias ICT, por exemplo, podem ajudar a reduzir o consumo de energia.

- Há oportunidades para a cooperação entre os atuais líderes e novos participantes. Dada a escala de crescimento da demanda por energia, há espaço no mercado para a entrada de mais atores. Os novos participantes podem contar com a infraestrutura já existente enquanto beneficiam os líderes com suas inovações.

- Consumidores serão parte da solução. Cidadãos e indústrias serão os árbitros finais do sucesso de qualquer produto inovativo. Tecnologias que permitem melhor monitoramento e otimização do uso da energia podem incentivar um maior envolvimento dos consumidores e modificar comportamentos.

O relatório mostra que qualquer tentativa de se transformar a energia atual demandará pensamento inovativo, investimento massivo de capital e um pouco de sorte para ser bem sucedida.

A tecnologia será um facilitador-chave, mas nenhuma solução tecnológica poderá fazer o trabalho sozinha – serão necessários tantos recursos e tecnologias quanto puderem ser desenvolvidos e instalados.

Esse caminho exige comprometimento, criatividade e cooperação de cientistas, engenheiros e empreendedores de dentro e de fora da indústria de energia; assim como consumidores e formadores de políticas em todo o mundo.


* Da GLOBE-Net. Traduzido por Sabrina Domingos, CarbonoBrasil.

(Envolverde/Carbono Brasil)

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Fonte:

http://envolverde.ig.com.br/materia.php?cod=46565&edt=1

 

 
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