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| Equador - Indígenas aumentam manifestações contra Lei de Recursos Hídricos |
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| Notícias - Campanhas e manifestos | |||
| Escrito por LuaEstrela | |||
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Equador - Indígenas aumentam manifestações contra Lei de Recursos Hídricos As divergências entre indígenas e Governo do Equador em torno da Lei de Recursos Hídricos estão longe de serem solucionadas. Mesmo com os protestos contra a aprovação da Lei, a Assembleia Nacional não recua e prossegue com a data de votação, marcada para amanhã (13) a partir das 15h. As organizações indígenas equatorianas, entretanto, não desanimam e garantem que intensificarão, a partir de hoje (12), as mobilizações nacionais. Segundo informações da Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie), hoje e amanhã, os manifestantes que já se encontram em Quito receberão apoio da Confederação das Nacionalidades da Amazônia Equatoriana (Confenaie), a qual enviará delegações à capital equatoriana. A ideia é aumentar as mobilizações até que a nova Lei inclua as propostas dos indígenas. Notícias de Confirmado.Net dão conta de que algumas estradas começarão a ser fechadas a partir de hoje em rechaço à aprovação da Lei. Ontem, segundo informações da Confederação Kichwa do Equador (Ecuarunari), Delfín Tenesaca, presidente dessa organização, afirmou que os manifestantes radicalizarão os protestos nesta quinta-feira, dia da votação. O anúncio foi dado após uma reunião dos dirigentes indígenas com o presidente da Assembleia Nacional, Fernando Cordero. Apesar de ter durado mais de duas horas, o encontro terminou sem solução definida. Na ocasião, as autoridades indígenas também rechaçaram o Relatório apresentado à Secretaria da Assembleia Nacional pelo presidente da Comissão de Soberania Alimentar, pois, de acordo com elas, tal documento não destacava nenhuma das demandas dos manifestantes. Apoio Os indígenas equatorianos não estão sozinhos na luta contra a Lei de Recursos Hídricos do Governo do Equador. Ontem (11), a Coordenadora Nacional Campesina (CNC) "Eloy Alfaro" divulgou um comunicado em solidariedade aos povos mobilizados contra o projeto de Lei. Na declaração, Romelio Gualán, presidente da CNC, revelou que não só os indígenas, mas também várias organizações camponesas estão preocupadas com o projeto. Isso porque, de acordo com ele, muitos temas "não estão suficientemente desenvolvidos no projeto de lei e existem vários artigos que entram em contradição com a Constituição e outros que são incoerentes". Por conta disso, Gualán acredita que vários pontos devem ser considerados na discussão dessa Lei, por exemplo: a obrigação do Estado de acabar com qualquer forma de privatização de bosques, mangues e demais ecossistemas essenciais para o ciclo da água; o fortalecimento de artigos sobre o direito humano à água; e a proibição da autorização do uso da água para aproveitamento industrial quando não houver volume suficiente para o abastecimento de água para consumo humano e irrigação para soberania alimentar. - Fonte: http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&lang=PT&cod=47713
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