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Notícias - Sociedade em ação
Escrito por Alysson   

Brasil - Pela redução da jornada de trabalho

AMB *

O Tribunal das Transnacionais e o Fórum do Trabalho realizados em Lima (Peru), em maio, durante a Cúpula dos Povos - Enlaçando Alternativas 3, mostraram o aumento da jornada de trabalho que vem sendo imposta em muitos países da América Latina por empresas, chegando a 12 e 14 horas/diárias. A isto se soma o baixo custo com salários no nosso país.

Na Alemanha, pais que mais gasta com mão-de-obra, o custo com salários é de US$ 33,00. Na Coréia do Sul é de US$ 13,6 , enquanto nos EUA é de US$ 23,00. No Brasil, este custo está em US$ 4,10. A exploração das mulheres é uma dos mecanismos para manter este custo tão baixo.

As mulheres constituem um dos grupos mais explorados ao início do capitalismo industrial - o segundo maior grupo populacional explorados foram as crianças. Esta situação veio se agravando até a segunda guerra mundial, período no qual o sistema foi organizando, na prática, uma divisão do trabalho na qual cabiam aos homens o trabalho remunerado e às mulheres o trabalho no 'lar'.
 
A resposta do movimento feminista veio com força e, na segunda metade do século XX, a situação modificou com a entrada massiva de mulheres nos mais variados postos de trabalho, embora ainda sejam mais exploradas que os homens: com menores salários, piores postos de trabalho, ou de mais baixa qualificação.
 
O Dia Nacional de Luta pela Redução da Jornada de Trabalho, convocado pela CUT em 28 de maio de 2008, tem sentido estratégico para as mulheres. São as primeiras a ser demitidas e a maioria entre a população desempregada. A diminuição de quatro horas na jornada possibilitaria a geração de 2.252.600 novos empregos. As mulheres são a maioria entre a população que mais horas-extras realiza, seja para não perder o emprego, seja para aumentar os baixos salários. A limitação do número de horas extras teria potencial para criar mais 1.200.000 novos empregos.

Com homens e mulheres trabalhando menos horas, sobra mais tempo para o compartilhamento das tarefas do cuidado, lazer, descanso e convívio social.

* Articulação de Mulheres Brasil

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Fonte:

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=33331

 
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