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Notícias - Ação solidária
Escrito por Alysson   

Bordadeiras da Paraíba se destacam com trabalho em associações

As bordadeiras que atuam na Paraíba (região Nordeste do Brasil) são a prova de que a união faz a força e gera novas oportunidades de trabalho e renda. A partir da organização das artesãs em associações e cooperativas, elas conseguiram diversificar seus produtos, agregar valor às peças e garantir uma produção fixa por meio de contato estabelecido com feiras de artesanato e empresas do Brasil e do exterior.

O bordado é uma atividade tradicional da Paraíba há mais de um século. Com agulhas, bilros e linhas, as artesãs dão forma a peças que chamam atenção pela delicadeza e preciosidade. O problema é que o isolamento em cidades pequenas, a pouca variedade nas peças e a falta de orientação para tornar a atividade um negócio dificultavam a vida das artesãs, que precisavam trabalhar na agricultura para garantir o sustento das famílias.

Essa realidade começou a mudar a partir do momento em que as artesãs decidiram se unir em associações. Com o apoio do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-PB) e do Programa "A Paraíba em suas Mãos", do Governo do Estado, as bordadeiras passaram por cursos de capacitação, gerenciamento e trabalho empreendedor. Designers também ajudaram a dar mais variedade para as peças produzidas pelas bordadeiras, que passaram a agregar maior valor de mercado.

"Antes da associação, as artesãs só faziam colcha e toalha de labirinto. A gente não sabia nem colocar preço. Com os cursos, a gente aprendeu a trabalhar com outros materiais, cores e fazer novos tipos de peça, como bolsas, roupas, jogo americano", comemora Terezinha Matias Cristóvão, presidente da Associação das Artesãs Rurais de Serra Rajada, que fica a 85 quilômetros de João Pessoa.

Os programas do Sebrae-PB e do Governo da Paraíba ajudaram a intermediar o contato dessas associações com feiras de artesanato em todo o País. Algumas dessas associações estabelecem contratos com empresas para a aplicação do bordado em seus produtos, que são enviados para outros países.

"Hoje, uma das nossas frentes é o trabalho para a Coopnatural, que produz peças a partir do algodão colorido. É bom porque a aplicação garante uma renda fixa, e as bordadeiras não deixam de fazer suas próprias peças", garante Ana Glória dos Santos Costa, presidente da Cooperativa de Bordadeiras de Alagoa Nova (Cooban), onde atuam 35 bordadeiras.

O trabalho conjunto tem dado tão certo que, em municípios como Alagoa Nova, a Cooban promove cursos de bordado numa sala cedida pelo Centro de Artesanato local. Os cursos têm duração de um ano e as bordadeiras formadas costumam ser contratadas pela própria cooperativa quando as associadas não conseguem dar conta dos pedidos.

A união, o trabalho e a vontade de ir além dessas mulheres mudou a realidade do bordado na Paraíba. De uma atividade insegura e de pouco rendimento para um negócio produtivo e inovador. "Uma pessoa sozinha não é nada. Quando decidimos nos unir, há 19 anos, percebemos que tínhamos muito mais força como grupo. A gente só conseguiu chegar mais longe por causa da associação", afirma Terezinha.

As matérias sobre Economia Solidária são produzidas com o apoio do Banco do Nordeste do Brasil.

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Fonte:

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=33396

 
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