Get the Flash Player to see this player.
| - Receba o Boletim SunNet |
| - Siga-nos pelo Twitter |
| Biodiversidade: A vida sob o macroscópio |
|
|
| Notícias - Ciência e tecnologia | |||
| Escrito por Herbert | |||
|
Biodiversidade: A vida sob o macroscópio Por Stephen Leahy, da IPS Uxbridge, Canadá, 03/06/2009 – Imagine-se olhando uma imagem de satélite da Amazônia e com apenas o clique do mouse de seu computador ver quais espécies de plantas e animais vivem nesse segmento de floresta tropical. Inclusive, é possível observar o DNA (acido desoxirribonucléico) dos micróbios que vivem nos insetos, em um surpreendente e futurista “macroscópio de vida” na Terra que pode ser consultada na Internet. A informação sobre estas espécies amazônicas, seu habitat e seus dados genéticos, já existe na maioria dos casos. As, está espalhada como folhas secas por todo o mundo, em poeirentos sótãos de museus, laboratórios científicos, bibliotecas e centenas de bases de dados eletrônicos. Agora, cientistas apresentaram um esforço de 10 anos de recompilação dos vastos conhecimentos mundiais sobre biodiversidade em um único sistema de informação interativa, de livre acesso, baseado na Internet. Isso foi feito na primeira Conferência Internacional e-Biosfera 09 sobre Informática da Biodiversidade, que começou segunda-feira e termina hoje em Londres. Encontrou um inseto estranho em seu jardim? Agora, guias de identificação, imagens e mapas digitais, e bases de dados globais o ajudarão a saber o nome da espécie, de onde procede e se é prejudicial ou invasora. Interessado em saber sobre a floresta que se estende junto a sua cadeia de montanha favorita? Logo poderá começar por uma imagem de satélite e depois clicar para pesquisar sobre árvores, plantas e animais que a habitam embora tudo isto possa soar muito futurista para ser uma possibilidade real em poucos anos, os especialistas já planejam os detalhes. O sistema funcionará simultaneamente com a rede mundial de dados meteorológicos. “Um macroscópio está entre um microscópio e um telescópio. Este será um observatório macroscópico virtual”, explicou David Schindel, do Consorcio para o Código de Barras da vida, do Instituto Smithsonian de Washington. “Apenas por meio de um sistema global e integrado como este podemos obter respostas para as grandes perguntas de nosso tempo”, disse Schindel à IPS. Entre estas megaperguntas que o macroscópio, oficialmente conhecido como e-Biosfera, pode responder estão por que há tantos tipos de organismos vivos e como coexistimos com eles como sociedade e impedimos a perda de ecossistemas, acrescentou o especialista. “Estamos criando um observatório virtual para a biodiversidade mundial, onde possam ser feitas observações ambientais, obter-se dados de espécies, resultados experimentais e elaboração de modelos sofisticados por todos os graus de biodiversidade, desde os genes até os ecossistemas”, disse James Edwards,diretor-executivo da Enciclopédia da Vida, baseada no Instituto Stmithsonian. “O impacto dessa informação aumenta tremendamente quando a conectamos à Internet e a tornamos acessível para todos”, disse Edwards à IPS. A e-Biosfera será muito importante para os países em desenvolvimento, porque boa parte dos dados sobre seus próprios ecossistemas, coletados ao longo de muitas décadas, reside nas bibliotecas, nos museus e arquivos do mundo industrializado. “A maio parte da informação sobre biodiversidade dos países industrializados está no Norte”, afirmou Edwards. No futuro próximo, alguém no Quênia poderá usar seu celular para fazer a foto de um inseto, enviá-la por correio eletrônico e obter uma resposta sobre sua identidade, o que come e outros dados em tempo real, segundo o especialista. “Muitas descobertas de novas espécies já estão surgindo do público. Isto simplesmente intensificará o fenômeno”, acrescentou. Os programas informatizados especializados são tão sofisticados que logo poderão determinar automaticamente a espécie de uma planta a partir da foto de uma folha. Edwards calcula que há um bilhão de registros de informação sobre as criaturas viventes na Terra. A Rede Mundial de Informação sobre Biodiversidade de Copenhague já tem 170 milhões, e o resto espera para ser coletado e digitalizado. Boa parte dos dados não procederá de cientistas, mas de agricultores, pescadores, amantes dos pássaros e naturalistas amadores, que coletam enormes quantidades de informação sobre quando florescem as plantas ou quais borboletas e aves estão presentes em suas localidades. Parte disto data de séculos. “Será extremamente valioso analisar estes dados e compreender os impactos da mudança climática e de outras mudanças históricas”, explicou Edwards. Os usos potenciais são infinitos. Um é a biosegurança, mediante a detecção de pragas e espécies estrangeiras, além da quarentena. Os estudos mostram que a identificação precoce de uma peste invasora na África, por exemplo, salvou produção no valor de milhares de milhões de dólares. Outra aplicação é a determinação mais rápida e mais fácil da origem de vírus relacionados com animais e outras ameaças à saúde humana, a identificação de plantas resistentes às doenças e à seca, bem como de capturas acidentais e avaliações de reservas pesqueiras em geral. Quanto ao consumidor, o macroscópio ajudará a identificar quais espécies pesqueiras estão mal classificadas e vendidas em comércios e restaurantes, ou quais produtos são processados a partir de madeira cortada e importada ilegalmente. Todo tipo de outros dados, como informação sobre o uso da terra e demais insumos sócio-econômicos, podem estar integrados. O que ainda não se sabe é o alcance de seus usos, segundo Edwards. Schindel comparou isto à evolução dos Sistemas de Posicionamento Global (GPS). Há alguns anos, eram aparelhos grandes e caros e tudo o que podiam dizer era onde alguém se encontrava. Agora, todo tipo de dados, como mapas e informação turística, está integrado em um único pequeno aparelho. “Todos querem participar e incorporar seus dados”, disse. IPS/Envolverde
- Fonte: http://envolverde.ig.com.br/?busca=59371&x=0&y=0#
|