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| Artigo: Perigos da agricultura convencional |
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| Notícias - Ponto de vista | |||
| Escrito por LuaEstrela | |||
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Artigo: Perigos da agricultura convencional Tatiana Regina Sandy Reis É sabido que a produção convencional de alimentos é responsável pela contaminação de lençóis freáticos, rios e oceanos, diminui a fertilidade do solo, aumenta a dependência de energia petroquímica, que é não-renovável, e também leva a um círculo vicioso de dependência química de insumos e produtos tóxicos. Um grande perigo de alguns produtos é que eles se acumulam, desenvolvendo tumores que crescem lentamente, não sendo possível a imediata relação com os agentes causadores. Pelo contrário, diante da quantidade atual de informações a favor de uma prática agrícola ecológica, natural, orgânica ou biodinâmica, que oferecem produtos com potencial valor nutricional superior, que contém maior vitalidade, com propriedades organolépticas mais acentuadas e durabilidade mais prolongada, convém todo esforço estar orientado à implantação e transformação do ambiente num local sadio e onde sobretudo se tem presente a alma e o espírito. Segue uma descrição de efeitos adversos causados por alguns dos princípios ativos de produtos comumente utilizados em cultivos convencionais. O glifosato, N-(fosfonometil) glicina, princípio ativo do round up®, ofertado sob diversas marcas, é o produto que mais causa intoxicações no Brasil, apesar de ser neste país classificado como faixa verde. Mesmo tendo o marketing de que se trata de um produto seguro, estudos de laboratórios têm encontrado efeitos indesejáveis em praticamente todas as categorias de testes. Estes efeitos incluem irritação de pele e olhos, dor de cabeça, náusea, vômito, tontura, desmaios, lesões em glândulas salivares, inflamações gástricas, danos genéticos em células sanguíneas, transtornos reprodutivos, carcinogênese, palpitação cardíaca, alterações na pressão arterial, edema pulmonar, alergias, dor abdominal, perda de líquido gastrointestinal, destruição de glóbulos vermelhos no sangue e danos no sistema renal. A maioria dos produtos à base de glifosato possui um surfatante, o polioxietileno- Na decomposição do glifosato, surge o formaldeído, conhecida substância potencialmente cancerígena. A combinação do glifosato com nitratos no solo ou em combinação com a saliva, origina o N-nitroso glifosato, cuja composição também é potencialmente cancerígena e para a qual não há um nível de exposição seguro. Além disso, há componentes inertes na composição de produtos comerciais à base de glifosato, como sulfato de amônio, benzisotiazolona, 3-iodo-2-propinilbutilcarbamato, isobutano, isopropilamina, entre outros, que também causam reações adversas. Outra grande preocupação que se tem em relação ao glifosato, é a toxicidade do seu metabólito, o ácido aminometilfosfônico (AMPA), que causou disfunção enzimática, redução de peso e mutações genéticas em animais. O efeito do glifosato no organismo humano, segundo o Centro de Controle de Intoxicação da Unicamp, é cumulativo e a intensidade da intoxicação depende do tempo de contato com o produto. Um estudo realizado na Suécia concluiu que há uma relação do contato prolongado com glifosato e o linfoma non-Hodgkin, outra forma de câncer; os pesquisadores alertam para o caso, considerando o aumento no consumo do herbicida a nível mundial. Esta expansão de consumo afeta não somente os agricultores, mas toda população, uma vez que a sua presença no meio ambiente, na água (mesmo subterrânea, fato que levou a Dinamarca a tomar medidas severas quanto à restrição ao seu uso) e nos alimentos aumenta seus efeitos. Ele tem sido encontrado em rios, após aplicações em lavouras, meio urbano e florestas. Também tem sido indicado como causador de redução da população de insetos benéficos, pássaros e pequenos mamíferos por destruir a vegetação que lhes serve de alimento e abrigo. Em testes de laboratórios, o glifosato tem aumentado a susceptibilidade de plantas a doenças e reduzido o crescimento de bactérias fixadoras de nitrogênio. Além de tudo isso, os dessecantes, de maneira geral, causam um engrossamento das raízes das plantas não visadas pelo produto, dificultando a absorção de nutrientes do solo (PRIMAVESI, 2006). Os produtos organoclorados, como o endossulfan, são derivados do petróleo e têm tido seu emprego progressivamente restringido ou mesmo proibido, por serem de lenta degradação, acumulando-se no meio ambiente e em seres vivos, podendo persistir por até 30 anos no solo, contaminando o ser humano através dos alimentos que ingere ou diretamente. Eles atuam sobre o sistema nervoso central, resultando em alterações do comportamento, distúrbios sensoriais, do equilíbrio, da atividade da musculatura involuntária e depressão dos centros vitais, particularmente da respiração. Além disso, apresentaram efeito cancerígeno em animais de laboratório. O aldicarbe é um dos ingredientes ativos mais tóxicos encontrados entre os defensivos agrícolas no mercado. Encontra-se registrado que uma dose oral de 0,26mg/kg de peso corpóreo em um voluntário humano, produziu intoxicação aguda. Este inseticida é absorvido pelo organismo pelas vias oral, respiratória e cutânea e é responsável pela morte de muitas de pessoas. O princípio ativo carbofuran é responsável pela morte de milhares de pássaros anualmente. É encontrado mesmo em água subterrânea e traz riscos à saúde de outros animais selvagens, animais domésticos e à saúde humana. É proibido na Alemanha e teve sua licença encerrada em 2006 nos Estados Unidos, devido à intervenção de órgão ambiental. Além dos efeitos nocivos causados pelos produtos discriminados, os fertilizantes químicos utilizados na agricultura convencional agravam os efeitos do aquecimento global, pois liberam óxido nitroso, que é 310 vezes mais eficaz que o dióxido de carbono para aquecer o planeta. Além disso, provocam a eutrofização das águas, tornando-a imprópria para consumo. BIBLIOGRAFIA ALONSO, R. CONSEMA aprova recomendações para melhorar o uso de agrotóxicos. [S.L.: s.n.], 2002. 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Acesso em: nov. 2007. http://www.nabu.de/imperia/md/content/nabude/bvv2006/7.pdf (12/11/2007). - Atenciosamente e com gratidão, Tatiana Regina Sandy Reis Cirurgiã-Dentista Especialista em Agricultura Orgânica/Biodinâmica Integrante do Colegiado da Agenda 21 Local Delegada da III Conferência Estadual e Nacional de Meio Ambiente Diretora de Educação Ambiental do Conselho Municipal de Defesa e Conservação Ambiental - Codema Presidente da Associação Ipê Associação Ipê Rua Carajás, 115, B. Rezende, Varginha - MG, Cep 37062.240, Tel: (35) 3222-3070 CNPJ 07.715.513/0001-28/Conta Poupança 42.913-9, Variação 01, Agência 0032-9, Banco do Brasil associacaoipe arroba gmail.com http://www.mapa.org.br/webforms/relatorio/organizacao/secao1.aspx?IDORG=600811
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