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Artigo: Especulação Imobiliária x Preservação Imprimir E-mail
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Notícias - Ponto de vista
Escrito por Alysson   

Especulação Imobiliária x Preservação

É cada dia maior o número de árvores derrubadas, rios desviados ou poluídos, lixo acumulado e nativos desempregados ou explorados pela indústria do turismo baiano. As matérias publicadas da grande imprensa, sob encomenda ou não, dão a verdadeira dimensão deste mercado. As fontes destas matérias estão sempre ligadas com as empresas de turismo do governo ou com o trade turístico formado por empresas que vão desde pequenas agências de turismo no interior a complexos hoteleiros grandiosos e que envolvem grandes somas de dinheiro financiado por empresas internacionais ou nacionais interessadas na expansão deste mercado.

A falta de responsabilidade das empresas imobiliárias vem mobilizando moradores e ambientalistas mais acordados e comprometidos com o futuro. No Litoral Norte de Salvador, por exemplo, na chamada Costa dos Coqueiros, Movimentos como o SOS Capivara, Coqueiro Solidário, Orquídeas, Proposta Universo Converso e AMA – Amigos do Meio Ambiente, vem se articulado para fazer valer o grito de protesto da comunidade contra projetos como o do Condomínio Laguna, em Arembepe, cuja tramitação burocrática para a concessão da licença local dada pelo CRA – Centro de Recursos Ambientais, sem passar pelo Ibama, pela Comissão de Meio Ambiente da OAB, Comissão de Meio Ambiente da Assembléia Legislativa, sociedade civil organizada e outros órgãos, indignaram moradores como Edmundo Sales, que, como compositor e cantor da “Banda Nòs” não se cansa de defender a natureza, onde o Rio Capivara, as dunas e o mar, são alguns dos seus maiores focos de defesa. “Moro aqui há mais de 12 anos e nunca ví as águas do rio transbordar tanto como nos últimos cincos anos. Essas enchentes tem sido provocadas, principalmente, pelos aterros feitos em áreas como a Caraúna, onde houve a construção de estacionamentos e outros equipamentos que atingiram o rio”, denuncia o morador.

Uma matéria publicada na editoria de Economia e Negócios, da Revista Veja, de 23 de março de 2005, revela que há uma chuva de investimentos no litoral baiano, onde não pára de ganhar novos complexos turísticos. Segundo o texto “o que impressiona neste momento, é a quantidade de hotéis, pousadas e resorts que pipocam por todas as seis “costas” (Coqueiros, Bahia de Todos os Santos, Cacau, Dendê, Descobrimento e Baleias) em que a Orla Baiana se divide. Muitos em lugares pequenos simples e sem luxo, outros que buscam hóspedes com muito dinheiro, oferecendo em troca campos de golfe de padrão internacional, estrutura para pesca e esportes náuticos, spas bem equipados, bons restaurantes, acomodações confortáveis e serviço de qualidade”. Para o mercado hoteleiro, tudo, para a comunidade o lixo, os problemas, o sub-emprego e a exploração da mão de obra.

Jornalistas como Priscila Maria Gallo, artesãos como Batata, músicos como Edmundo e outros moradores de Arembepe não páram de trabalhar, com arte, através da música, do Teatro Jornal e outras manifestações que mobilizam a população para construir sem destruir. Afinal onde está a política de sustentabilidade para essas empresas que só querem degradar, sem dar as contrapartidas necessárias à preservação das riquezas naturais?

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Fonte:

http://www.amigodomeioambiente.com.br/artigos.htm#especulação

 

 
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