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A Medicina Avançada dos Incas - Parte 3 e Final Imprimir E-mail
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Notícias - Cultura ancestral
Escrito por LuaEstrela   

A Medicina  Avançada dos Incas - Parte 3 e Final

A Medicina Avançada dos Incas

O inca Garcilaso escreveu: "A cuca é uma planta da altura e grossura da videira, de ramagem escassa, na qual brotam umas folhinhas delicadas, da largura do dedo pole-gar e compridas como a metade do próprio, que são de cheiro agradável, porém não muito doce ... Tão agradável é a cuca para os índios que eles preferem-na ao ouro, à prata e às pedras preciosas ... Costumam mastigá-la, mas não a engolem, limitando-se a usufruir sua fragância e seu suco. A cuca protege o corpo de muitas doenças, e nossos doutores (os médicos espanhóis) usam-na moída para conter a inflamação das feridas ..."

A coca era, como quase tudo no Peru, pré-incaica. Sua presença se manifestara pelos achados dos túmulos, onde é encontrada na forma em que era usada no tempo dos incas e que é a mesma hoje: pequenas bolsas de lã cheias de coca e com elas uma pequena cabaça contendo cal, obtida pela queima de conchas marinhas ou de uma pedra de cal.

Hoje, como antigamente, o método consiste em formar uma bolinha de folhas, do tamanho de uma ameixa, que se acomoda num canto da boca. Depois, coloca-se na língua uma pequena pitada de calpara ajudá-la a soltar o suco. Este, ao ser absorvido, faz com que o desfrutador seja menos suscetível ao frio, à sede, à fome e ao cansaço.

Os incas denominavam a coca "planta divina" e, como faziam com tudo o que caia em suas mãos, melhoraram e regulamentaram o sistema de cultivá-la. As plantações se desenvolveram muito sob o regime inca. A colheita era realizada três ou quatro vezes por ano, sempre na época em que as folhas maduras estavam para cair. As folhas recolhidas (matu) eram guardadas na noite desse dia num cobertor (matuhuasi) e, na manhã seguinte, tiradas para serem postas a secar ao sol. Este processo de secagem era delicado.

A mastigação de coca era chamada de coquer, vocábulo meio espanhol, meio quíchua. As folhas mastigadas formavam uma bola (hacchu) à qual se acrescentava pó de cal (llucta).Os arqueólogos não chegaram a um acordo sobre até que ponto estava generalizado o hábito de mastigar coca entre os incas. Acredita-se que eram apenas os nobres e adivinhos que o praticavam, e talvez os amautas (anciões), os chasquis (mensageiros), que se viam obrigados a correr depressa a grandes altitudes. Sem dúvida, seu uso estava regulamentado, como tudo no império inca. Contudo, após a chegada dos espanhóis e a desorganização completa do sistema de governo incaico, com a suspensão das restrições oficiais, os índios comuns viciaram-se no consumo da coca.

Os espanhóis ampliaram as plantações, controlaram a venda (era ainda um monopólio estatal no Peru republicano), e enriqueceram com seu comércio.

Já não existe nenhuma dúvida sobre os efeitos causados pelo uso da coca no organismo humano. Entre os viciados em mastigar coca, ocorre uma alta incidência na degeneração da receptividade sensorial e também distúrbios visuais; au-menta a tiróide e sobrevém um co-lapso físico geral.

A relação dos males morais e físicos causados pela coca é terrível. Ainda aceitando que a coca possa ser um apoio para os índios em grandes altitudes, ela acaba tornando-o um viciado, apático, abúlico e estúpido.

Extraido do livro El Império de los Incas de Victor Von Hagen --- 1978

[]s
Reynaldo
http://br.geocities.com/rsmaike
São Paulo - Brasil
3 º Planeta - Sistema Solar

 
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