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A Cerimônia da Festa do Sol Imprimir E-mail
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Notícias - Amor e espiritualidade
Escrito por LuaEstrela   

A Cerimônia da Festa do Sol

Um Marco da Tradição Meridional

Uma das mais belas festividades que o mundo conhece é realizada nos Andes peruanos a cada ano, para celebrar o início do Ano Novo no Hemisfério Sul. A Festa do Sol -ou Inti Raymi em quéchua-é celebrada na data de 24 de Junho, poucos dias após o Solstício. Por uma incrível coincidência, é o mesmo dia do Natal do Hemisfério Norte, a 24 de Dezembro, que nasceu da festa dedicada ao deus solar Mithra, considerando as diferenças das Estações entre ambos os Hemisférios. Milhares de pessoas se reúnem para celebrar esta festa que é um verdadeiro patrimônio cultural da humanidade, atraindo turistas e peregrinos de todo o mundo, revivendo esta tradição milenar que certamente os Incas herdaram de outras cilturas.

Atualmente está havendo um grande movimento de restauração da cultura pré-colombiana, e Cuzco está se mobilizando até em nível administrativo para recuperar muito de sua antiga face, inclusive devolvendo os nomes incaicos de suas ruas e reconstruindo a Plaza de Armas onde ficavam o Palácio do Inca e o Templo do Sol, o Coricancha.
 
A antiga bandeira incaica de arco-íris (simbolizando entre outras coisas ao setenário saturno-solsticial) já havia sido incorporada, e agora a cidade adotou também o símbolo do Sol-criança, afirmando a simbologia natalina de uma forma muito plena. Este símbolo foi a única peça de ouro que sobreviveu do espólio do Coricancha, cujo revestimento de placas de ouro foi retirado para (debalde...) pagar o resgate de Ataualpa.

O culto ao Sol no Peru é, porém, anterior à cultura inca e remonta à civilização de Tiwanaco, com sua famosa "Porta do sol", onde os esotéricos também se reunem para realizar celebrações na época do Solstício do Equinócio. E se acendem fogueiras como na Cuzco pré-colombiana, quando o Inca mandava apagar todos os fogos do Império, simbolizando o momento de suprema obscuridade para o mundo que é todo o final de Era. Com a chegada do dia, e após os sacrifícios realizados, um novo fogo era acendido e distribuído a todos, sinalizando uma nova dispensação da luz e a renovação de tudo.

Os Filhos do Sol

O tema central da Festa do Sol é o agradecimento ao Sol por sua glória e a de seu povo, os Incas. O ponto alto é o sacrifício da lhama, simbolizando o sacrifício do Sol através do primeiro Inca, Manco Capac, fundador do Tanwantisuyo, o Império das Quatro Direções. A simbologia da Festa do Sol, como a do Natal, foi criada em relação ao solstício de Inverno, quando o Sol se encontra o mais longe possível da Terra, mas também quando começa novamente a se aproximar.

Nesta data, nos tempos dos incas, quase toda a imensa população de Cuzco (mais ou menos 200 mil pessoas) era convidada a se retirar da cidade, permanecendo apenas o Sapa Inca e sua família, ou a nobreza em geral, que permaneciam três dias em abstinência sexual. Na noite do solstício, a mais longa do ano, o inca retirava a sua coroa e passava a noite em orações. Chegada a manhã, lhe era entregue uma lhama branca, à qual o Sapa Iinca confiava uma mensagem para que levasse ao sol, e a sacrificava. É  o mesmo sacrifício do cordeiro imaculado entre os hebreus. Temos aqui evidentes símbolos crísticos, como o do o Natal. E ao amanhecer deste dia menor do ano, então o Inca chamava a população de volta e todos faziam uma grande festa, pois o Sol tinha vencido as trevas e a vida iria prosseguir.

Apenas Folclore?

Hoje faz-se apenas um sacrifício simbólico da lhama, em Cuzco. E isto não está mal porque o verdadeiro sacrifício deve ser antes espiritual.

A Festa do Sol certamente modificou-se muito desde que era realizada entre os Incas. Perdeu sua solenidade e já não existe nenhum inca para mobilizar os espíritos.

Mas aqueles que pensam que o culto solar existe apenas como folclore ou atração turística se enganam em parte. Em Cuzco certamente esta tradição foi embelezada e popularizada, muito diferente da austera imagem que tinha entre os incas.

No entanto, os povos que vivem retirados entre as montanhas, fazem neste dia uma grande festa que dura toda a madrugada. Por vezes até mesmo algum criminoso é morto nesta noite, em lugar do Sol que deve renascer para que o mundo ressurja das trevas.

E quando o Sol nasce no dia seguinte, todas as danças, cantos e músicas silenciam, e com grande solenidade os filhos do Sol contemplam a subida do astro-rei no horizonte da serras.

Alinhada com a Nova Era

Muitos mensageiros tem informado que a Nova Era terá o seu centro principal no Hemisfério Sul (como Serge Raynaud de la Ferrière, Elizabeth C. Prophet, Emma Costet de Mascheville, e outros). Ocorre que a energia espiritual pulsa no mundo como num grande coração, ora no Norte, ora no Sul, tendo em vista o equilíbrio planetário. O ciclo áryo Norte/Leste está extinto e a energia se volta novamente para o Sul/Oeste, percorrendo portanto a linha sagrada do Feng-Shui, que é nordeste-sudoeste.

Como parte deste processo está a revalorização dos costumes locais, suas festas e tradições. Neste sentido, aquilo que a herança andina tem a oferecer é insubstituível, ao menos como modelo.

É sempre bastante complexa a mudança de padrões culturais de um hemisfério para o outro. Por isto devemos olhar com atenção para tudo o que possa facilitar este processo. O Calendário incaico poderá ter muita utilidade no futuro.

Os esotéricos devem ir pelo menos uma vez a Cuzco para participar da Festa do Sol, como uma espécie de "Meca". E isto vale tanto pela aventura como pelo sentido cultural que apresenta.

Conhecer os Andes e suas culturas muitas vezes bem preservadas, é ainda uma das grandes aventuras que se pode ter.

Existem hoje excursões que vão exclusivamente para a Festa do Sol ou aproveitam para visitar alguns pontos mais importantes nas redondezas, como a fantástica Macchu Picchu, cercada de montanhas e vales.

Se você não puder ir à Cuzco, procure fazer o acompanhamento da Festa do Sol em meditação ou com uma fogueira, aguardando o sol nascer na madrugada do dia 24. Certamente poderá aurir muitas bençãos, pois a luz do mundo meridional nasceu neste dia. E com ela uma nova humanidade renascerá, sob as glórias do Sol.

Boa Festa do Sol!

Em tempo: neste ano, a Festa do Sol está bastante alinhada com a Lua Cheia de Junho, que é o festival espiritual de Asala dedicado a Cristo/]Maitreya.

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Fonte:

http://kayala.spaces.live.com/

 
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