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50 anos Movimento dos Focolares no Brasil Imprimir E-mail
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Notícias - Amor e espiritualidade
Escrito por LuaEstrela   

50 anos Movimento dos Focolares no Brasil

focolares

Um grupo de jovens decididos a levar a fraternidade em todo o mundo, um povo generoso que soube acolher sua proposta, uma revolução social e cultural pacífica que se espalhou em todo o Brasil. Etapas da aventura humana e divina do Movimento dos Focolares no Brasil que serão repercorridas por alguns de seus protagonistas num evento que reunirá cerca de quatro mil pessoas de todo o Brasil.

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Conheça a página do aniversário:

http://www.50anos.focolares.org.br/

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História:

Trento (Itália), 1943. Em plena Segunda Guerra Mundial, Chiara Lubich, uma jovem de 23 anos, descobre no Evangelho os valores que podem dar sentido à vida humana, em todas as situações. Comunica esta descoberta às suas primeiras companheiras. É a descoberta do amor como uma força capaz de desarmar os corações do ódio, do rancor e de preconceitos. É o início de um caminho de unidade que gera a paz e que suscita a fraternidade universal.

A palavra-chave é unidade: a oração que Jesus dirigiu ao Pai antes de morrer – “Que todos sejam um” (Jo 17,21) – torna-se o objetivo de suas vidas. As palavras do Evangelho revelam-se novas: a descoberta de Deus como Pai, o Mandamento Novo, a presença de Jesus “onde dois ou mais...”, em cada próximo (“Tudo o que fizerdes ao menor dos meus a mim o fareis”... Da experiência de Evangelho vivido no cotidiano, nasce a espiritualidade da unidade. Em poucos meses, mais de 500 pessoas aderiram a essa proposta. Aos poucos, ultrapassou as fronteiras da Itália e da Europa, penetrando nos cinco continentes.

 

Em 1959 Ginetta Calliari – uma das primeiras companheiras de Chiara Lubich – com Marco Tecilla, Enzo Morandi e outras jovens e rapazes, iniciaram os dois primeiros centros do Movimento no Brasil. Hoje o Movimento está presente em todos os Estados brasileiros, conta com cerca de 280 mil pessoas e 55 centros de difusão.

Nestes 65 anos de vida, o Movimento dos Focolares suscitou uma renovação espiritual e social em mais de 2 milhões de pessoas de todas as idades, condições sociais, raças e culturas. Presente em 182 países do mundo, realiza um diálogo a 360°, em todos os níveis sugeridos pelo Concílio Vaticano II: com pessoas dos mais variados credos e confissões, e também com quem, mesmo sem um referencial religioso, está disposto a contribuir para a promoção de valores universais, como a paz, a justiça, a dignidade humana.

Numa visita ao Brasi, em 1991, Chiara Lubich lança uma proposta inovadora para o pensamento e a práxis econômica: a Economia de Comunhão na Liberdade (EdC). A sua raiz está na prática da comunhão de bens que caracterizou o Movimento dos Focolares desde a sua gênese. Esta comunhão gera uma nova mentalidade, uma nova cultura: a “cultura da partilha”.

Neste projeto se articulam princípios sociais e econômicos nunca antes justapostos: economia, solidariedade e liberdade, capazes de influir na solução dos graves desequilíbrios econômicos mundiais. O lucro das empresas que aderem à EdC é dividido em três partes: para o reinvestimento na própria empresa; para ir ao encontro dos necessitados; para a formação de “homens novos”: pessoas com uma mentalidade aberta à cultura da partilha.

Mais de 800 empresas e atividades produtivas, no mundo inteiro, aderiram à EdC – cerca de cem encontram-se no Brasil.

A 4 km da Mariápolis Ginetta (Grande São Paulo) foi implantado o Pólo Empresarial Spartaco, protótipo da EdC, onde atualmente estão instaladas sete empresas. Recentemente, nas cercanias de Recife e de Belém, dois outros pólos empresariais nos moldes da EdC entraram em atividade.

ETAPAS DA HISTÓRIA DOS FOCOLARES NO BRASIL

Em 1956, pela primeira vez um brasileiro tem contato com esta espiritualidade, na Itália: o Pe. João Batista Zattera, do Rio Grande do Sul.

Em 1958, outros dois sacerdotes de Recife participam, sempre na Itália, de um Congresso anual do Movimento, denominado Mariápolis. Após esse contato, um focolarino e duas focolarinas – pessoas inteiramente doadas à causa dos Focolares, membros consagrados de comunidades femininas ou masculinas – fazem uma viagem ao Brasil, começando por Recife, onde surge a primeira comunidade. Marco Tecilla, Lia Brunet e Ada Ungaro percorrem vários Estados do Brasil e alguns países da América Latina. A semente está plantada e o terreno preparado.

Em 1959, em resposta a uma carta de Dom José Avelino Dantas, então arcebispo de Olinda e Recife, Chiara concorda com a abertura dos dois primeiros centros do Movimento fora da Europa.

Em 26 de novembro de 1959 partem para Recife quatro focolarinas (Ginetta Calliari, Fiore Ungaro, Marisa Cerini e Violetta Sartori) e quatro Focolarinos (Marco Tecilla, Enzo Morandi Rino Chiapperin e Gianni Buselatto). Rapidamente o Movimento se espalha pelos Estados do Nordeste e sucessivamente por todo o país.

Chiara Lubich esteve no Brasil seis vezes, a primeira delas em 1961.

Em 1962 é inaugurado o primeiro focolare masculino da região Sudeste, em São Paulo, através do qual teve início também a Editora Cidade Nova. Em 1964 tem início também o focolare feminino.

Em 1965, na terceira viagem de Chiara ao Brasil, é adquirido o terreno para a construção do Centro Mariápolis (Centro de formação), próximo a Recife, em Benevides.

Em 1967 é a vez de São Paulo, com a compra do terreno onde surgiria a Mariápolis Araceli, atualmente Mariápolis Ginetta.

Uma das viagens mais significativas de Chiara ao Brasil ocorreu em 1991, quando ela lançou o Projeto Economia de Comunhão (EdC). Já em 1998 ela viu realizado o Pólo empresarial Espartaco, no município de Cotia (SP), nos moldes da EdC e recebeu diversos reconhecimentos de instituições acadêmicas e políticas. No mesmo ano recebe a comenda da Ordem do Cruzeiro do Sul.

Nos anos seguintes foram implantados no Brasil outros dois pólos empresariais da EdC: em Igarassu (PE) e em Benevides (PA).

Em 2001 foi fundado oficialmente o Movimento Político pela Unidade também no Brasil, buscando tornar a fraternidade uma verdadeira categoria política a ser atuada por cidadãos comuns, políticos e pessoas ligadas a esse âmbito.

Hoje o Movimento está presente em todos os Estados brasileiros, conta com cerca de 280 mil pessoas que aderem à sua espiritualidade em mais de 500 cidades, com 55 centros de difusão.

 

 
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