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2º Congresso Global Greens 2008 - SP São Paulo será a sede do 2º Global Greens, congresso dirigido a todos os verdes do planeta. O evento acontece de 1º a 4 de maio deste ano, no Memorial da América Latina, em São Paulo. É o primeiro grande encontro pós-Bali a debater o aquecimento global e seus impactos. E se destina a traçar diretrizes e ações compartihadas para o acordo que deverá prevalecer depois de expirar o Protocolo de Kyoto, em 2012. São esperados 1500 ambientalistas de 72 países, entre militantes e ativistas políticos, especialistas, representantes de entidades oficiais e não-vernamentais e governantes. Entre eles, estão alguns nomes de destaque no cenário internacional, como o presidente do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla inglês) o indiano Rajendra Pachauri, ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 2007; a queniana Wangari Muta Maathai, ativista política e também vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2004, por sua contribuição ao desenvolvimento sustentável e à democracia; a física indiana e ativista Vandana Shiva, um dos nomes mais respeitados em ecologia e agricultura sustentável; Jutta Ebeling, prefeita de Frankfurt; Imma Mayol, prefeita de Barcelona; Alfonso Pecoraro Scanio, atual ministro do meio ambiente italiano; Jürgen Trittin, ex-representante da bancada verde no Bundestag (Câmara Baixa do parlamento alemão), que combateu o acordo nuclear Brasil-Alemanha; e Clara Rojas, assessora de Ingrid Bettancourt, ex-candidata à presidência da Colômbia, ambas seqüestradas pelas Farc e recentemente libertadas, além de outros nove deputados verdes do parlamento europeu. Pelo lado brasileiro, deverão estar presentes a ministra do meio ambiente brasileiro Marina Silva, o secretário municipal de meio ambiente de São Paulo, Eduardo Jorge, os deputados federais verdes Zequinha Sarney, líder da bancada, e Fernando Gabeira e o presidente nacional do PV, José Luiz Penna. Mudanças climáticas e biodiversidade O encontro tem como temas principais, além das mudanças climáticas, as florestas e sua biodiversidade e os modelos de administrações verdes. Foi programada também uma série de eventos e atividades paralelos voltados para os tópicos fundamentais de nosso tempo, como energia, fontes renováveis, cidades sustentáveis e outros que compõem a agenda verde. “Os estudos sobre as mudanças climáticas estão formulados pela comunidade científica. O que nos interessa agora são os seus impactos, que deverão atingir principalmente as populações mais carentes. Temos que formular políticas sócio -ambientais tendo em vista essa perspectiva e para isso é preciso de uma conexão que só uma capilaridade planetária como a criada pelos verdes é capaz de estabelecer”, diz Marco Mroz, secretário de relações internacionais do PV e responsável da parte brasileira da coordenaçãogeral do Global Greens. “Temos que avançar nas 21 Propostas, documento idealizado pela comunidade latinoamericana e caribenha no passado para o Clima Latino”, diz José Luiz Penna, presidente nacional do PV. “Ali estão delineados os princípios que devem nortear uma estratégia do continente para adoção de uma nova ordem ambiental. E o Brasil deve liderar esse processo”. A rede Global Greens é formada pela união de quatro federações continentais de partidos verdes e movimentos sócio-ambientais a eles ligados: a Federação de Partidos Verdes da África, a Federação dos Partidos Verdes das Américas, a Rede Verde Ásia/Pacífico e a Federação Européia de Partidos Verdes. Há ainda um quinto grupo formado por observadores, sem vínculo com as federações, mas que a convite do núcleo organizador costuma acompanhar as iniciativas da rede. Estratégias conjuntas Desde a década de 80, os partidos verdes e organizações sócio -ambientais de todo o mundo têm-se reunido a fim de traçar ações e estratégias conjuntas. A primeira manifestação aconteceu no Rio de Janeiro, durante a ECO-92. Em 2001, em Canberra, na Austrália, foi realizado o primeiro encontro oficial do Global Greens. E de lá saiu o documento chamado de Carta Verde da Terra, pela qual os verdes estabeleceram princípios e decidiram se organizar em uma rede e promover encontros periódicos. A coordenação geral do Global Greens é de responsabilidade de um Comitê Diretor, composto por três membros de cada uma das quatro federações continentais verdes. O encontro de São Paulo tem o apoio do Instituto Herbert Daniel, que tem como princípio a formação política do PV do Brasil; a Fundação Heinrich Böll, organização política sem fins lucrativas, representada na Alemanha pela coalizão partidária Aliança 90 – Os Verdes; a Federação dos Partidos Verdes das Américas (FPVA) e o Partido Verde do Brasil. Serviço 2º Global Greens 1º a 4 de maio de 2008 Auditório Simon Bolivar da Fundação Memorial da América Latina Av. Auro Soares de Moura Andrade 664, São Paulo, SP - Mais informações: http://www.globalgreens.org.br/
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