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Eventos - Meio ambiente e ecologia
Escrito por LuaEstrela   

Mudanças Climáticas e Povos da Floresta - AM
 
Povos das florestas querem ter voz ativa no debate sobre clima e desmatamento na ONU

Workshop internacional de 1 a 4 de abril em Manaus capacitará líderes das florestas tropicais de 13 países para enfrentar o debate.

Manaus - De vítimas silenciosas das mudanças climáticas, os povos das florestas tropicais da América Latina se preparam para ter voz ativa nas decisões internacionais sobre o clima. A preparação para o diálogo com as autoridades da Convenção sobre o Clima da ONU terá um marco importante no período de 1 a 4 de abril em Manaus (AM), quando líderes florestais de 13 países e especialistas participam do workshop “Mudanças Climáticas e Povos das Florestas: Avançando na Discussão sobre Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD) e Direitos dos Povos Indígenas e Tradicionais”, realizado pela Aliança dos Povos das Florestas.

A emergência da questão climática mundial e a efetiva participação das comunidades florestais na conservação do meio ambiente foi um dos motivos do relançamento da Aliança dos Povos das Florestas em setembro do ano passado. Criada em 1989, logo após o assassinato do líder Chico Mendes, a Aliança representa os interesses de indígenas, extrativistas, ribeirinhos e outras comunidades tradicionais que vivem em uma espécie de pacto de sobrevivência mútua com a floresta.

Durante o workshop, os líderes das comunidades florestais da América Latina querem chegar a um consenso sobre qual deve ser a posição dos povos das florestas em relação à compensação econômica pelos serviços ambientais que eles prestam ao planeta, ajudando a conservar milhões de hectares de matas nativas nos trópicos. Os participantes da África e da Ásia participarão como observadores.

Para estimular as discussões durante o workshop, a Aliança dos Povos das Florestas convidou alguns dos mais expressivos cientistas e especialistas nos temas relacionados ao clima, desmatamento, direitos indígenas e comunitários nas florestas tropicais. Entre eles, Daniel Nepstad (The Woods and Hole Research Center), Peter Frumhoff (União dos Cientistas), Márcio Santilli (Instituto Socioambiental) e Paulo Moutinho (IPAM).

O documento final do encontro será levado para debate com autoridades mundiais durante reunião do Órgão Subsidiário de Assessoramento Científico e Tecnológico (SBSTA, em inglês), da Convenção do Clima no mês de junho, em Bonn, Alemanha. O encontro servirá também para discutir políticas públicas e incentivos para redução das emissões por desmatamento e degradação florestal em países em desenvolvimento.

“Queremos chegar a uma idéia mais clara sobre os novos temas que surgiram a partir da 13a Conferência das Partes da Convenção de Mudanças Climáticas da ONU e pactuarmos pontos de consenso para a nossa atuação, esclarece o presidente Manoel Silva da Cunha, presidente do Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS). Segundo ele, os serviços ambientais que os povos das florestas prestam ao planeta passaram a ocupar papel decisivo nas discussões sobre o clima. Cunha defende a inclusão das populações que não desmatam na repartição dos benefícios provenientes de fundos ou créditos de carbono.

Muito além do desmatamento

A partir dos resultados da Conferência de Bali – e da elaboração do Mapa do Caminho – a participação dos povos tradicionais no debate sobre as mudanças climáticas ganhou dimensões internacionais. Entre as propostas a serem discutidas pelos líderes florestais durante o evento em Manaus estão os mecanismos relacionados à Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD). Por meio de tais mecanismos, os países em desenvolvimento poderiam receber compensações financeiras pela redução do desmatamento ou pela conservação florestal em seus territórios.

“Temos consciência de qual é o nosso papel no contexto das mudanças climáticas e vamos exercer nosso direito de decidir sobre o futuro das florestas tropicais”, enfatizou Alberto Cantanhede Lopes, presidente do GTA, entidade que representa 630 instituições em toda a Amazônia brasileira, região em que 25% das florestas estão sob a guarda de comunidades tradicionais e indígenas.

Os direitos desses povos, os modos de participação na elaboração de políticas públicas internacionais e incentivos ao combate mudanças climáticas serão temas do encontro em Manaus. “Os países precisam se comprometer a respeitar o direito das populações tradicionais por meio de convenções, tratados e declarações reconhecidas internacionalmente”, defende o indígena Jecinaldo Satere, presidente da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB). O encontro é organizado pelo Programa de Mudança do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) com apoio da Fundação David & Lucile Packard e Embaixada Britânica.

Veja programação completa do evento em: http://climaedesmatamento.org.br

English version in: http://www.amazonforestpeople.com

Mais informações: Jaime Gesisky – (0xx55) ** 61 81226042 – Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Milena del Rio do Valle – (55) ** 91 8121 6940 - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Workshop Internacional Mudanças Climáticas e Povos das Florestas
De 1 a 4 de abril/2008

Hotel Tropical Business Manaus

Av. Coronel Teixeira, 1320-A


(Envolverde/Assessoria)

Fonte;

http://envolverde.ig.com.br/materia.php?cod=45119&edt=1

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Workshop Mudanças Climáticas e Povos da Floresta: Programação

A Aliança dos Povos da Floresta da Amazônia Brasileira realiza, entre os dias 1º e 4 de abril próximo, em Manaus, o workshop latino-americano “Mudanças Climáticas e Povos da Floresta: Avançando a Discussão em Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD) e Direitos dos Povos Indígenas e Tradicionais”. O objetivo do evento é criar espaço para diálogo entre os diferentes povos da floresta na América Latina sobre políticas de REDD e desenvolver a inserção dos povos da floresta no processo internacional de negociações sobre mudanças climáticas.

Conheça a programação completa do evento:

1º de abril, terça-feira

17h30 - Mesa de Abertura do Workshop e Jantar de Confraternização.

Apresentação e Histórico da Aliança dos Povos da Floresta
Adilson Vieira, Diretor do Grupo de Trabalho Amazônico – Grupo de Trabalho Amazônico (GTA)

Mudança Climática, Floresta e Povos da Floresta: desafios na atualidade
Manoel Cunha, Presidente do Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS) e Jacinaldo Satere, Presidente da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB)

Autoridades Convidadas
Elisa Canqui Mollo, Fórum Permanente das Nações Unidas para Assuntos Indígenas

Objetivos do Workshop
Paulo Moutinho, Coordenador de Pesquisa, Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia – IPAM.

Apresentação dos participantes

2 de abril, quarta-feira

8 horas - Apresentação da Dinâmica do Workshop e Agenda: retomada dos objetivos, detalhamento da programação, apresentação da equipe de organização e moderação (Andréa Alice, moderadora)

8h30 – Debate I: Mudança Climática, Desmatamento e Impactos sobre os Povos das Florestas: o quê diz a Ciência?

Expositor: - Daniel Nepstad, The Woods Hole Research Center

10h30- Debate II: O Papel dos povos das florestas na preservação de florestas tropicais e no combate ao desmatamento

Expositores - Júlio Barbosa (CNS), Jecinaldo Satere (COIAB), Johson Cerda (International Alliance IAIPTTF, Equador); Yaritza Aray (Instituto Autónomo Indígena del Estado Bolívar, Venezuela) e outros participantes latinos

12h30 - Almoço

14 horas - Debate III: Mecanismos de Compensação e os Povos da Floresta

Mecanismos de compensação para Redução de Emissão de Desmatamento e Degradação Florestal (REDD) aliados à Conservação: propostas existentes e UNFCCC.
Expositor: Peter Frumhoff, União dos Cientistas

REDD: riscos e benefícios para os povos da floresta.
Expositor: Steve Schwartzman, Defesa Ambiental

Roda de debates sobre Riscos e Oportunidades de REDD
Debatedores: Marcio Santilli (ISA), Jecinaldo Satere (COIAB), Elisa Canqui Mollo (ONU), Gilberto Arias (Congreso General Kuna, Cacique General, Panamá), Tom Griffiths (Forest People Programme) e demais participantes do evento

15 horas - Intervalo

16 horas - Roda de debates sobre Riscos e Oportunidades de REDD (continuação)

20h30 - Jantar em Manaus (encontro na frente do Hotel Tropical Business às 20 horas)

3 de abril, quinta-feira

8h30 - Debates IV: Espaços e Instrumentos para construção de Políticas de Compensação e os Direitos dos Povos da Floresta.
Direitos dos povos da florestas à terra
Expositor: Marcio Santilli (ISA)
Instrumentos e direito de participação na elaboração de políticas públicas internacionais pelos povos das florestas: exigibilidade e aplicação
Expositor: Ana Flávia Rocha (advogada especialista em Direitos Humanos)
Debates em plenário

10h30 - Trabalhos em grupos sobre Potenciais Riscos e Benefícios de REDD aos Direitos dos Povos da Floresta e estratégias de atuação

12h30 - Almoço

14 horas – Continuação dos trabalhos em grupo

15h30 - Intervalo

16 horas - Plenário para apresentação dos trabalhos em grupo (~ 15 minutos/grupo)

20h30 - Jantar em Manaus (encontro em frente ao Hotel Tropical Business às 20 horas)

4 de abril, quinta-feira

8h30 - Apresentação e discussão, em plenário, de um documento que identifique:

(a) áreas de consenso;
(b) assuntos que requerem uma discussão mais aprofundada entre representantes dos povos tradicionais;
(c) questões em discordância;
(d) questões que requerem esclarecimentos;
(e) sugestão de próximos passos; e
(f) como e quando os assuntos alcançados serão comunicados para os tomadores de decisão

10h30 - Aprovação das bases do documento final do encontro

11 horas Encerramento

12 horas – Passeio de barco no Rio Amazonas

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Fonte:

http://www.climaedesmatamento.org.br/blog/ver/73

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Mais informaçôes:

http://www.climaedesmatamento.org.br/blog/ver/78

 

 
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